All Colatra
Antes de mais nada, esses rankings não fazem nenhum sentido. Primeiro porque obviamente clubes de outros países que tem sempre os mesmos participantes tiveram mais oportunidades de conseguir certos feitos. E segundo que o que muitos clubes fizeram no passado ficaram por lá, o que importa é quanto competitivos eles são hoje
E tradição não vale de nada. O Corinthians não tinha e venceu. O Botafogo menos ainda e vence. O que vale é ter time bom.
O Corinthians tem que esquecer todo o passado e ficar unicamente em ter um time forte, com sequência de trabalho, que está sempre participando de competições importantes, que desta forma certamente vai beliscar alguns títulos, seja a Libertadores ou qualquer outro
em Bate-Papo da Torcida > A verdade sobre nossa insignificância em Libertadores precisa ser...
Em resposta ao tópico:
A realidade que todos se doem a aceitar é que não temos a microscópica tradição na Libertadores:
Porém, isso não é demérito para aceitar a eterna insignificância e jamais melhorarmos. Flamengo era irrelevante, se acertaram financeiramente e começaram a construir uma tradição, e hoje são o clube BR com melhor desempenho em Libertadores, com o tetracampeonato do ano passado.
Primeiro, analisem os 15º melhores clubes no histórico da Libertadores:
Agora vamos analisar os "melhores" monotítulos:
Isso por este ranking histórico analisa apenas Libertadores, ignorando retrospecto em Sul-Americana, Copa Conmebol, Supercopa Libertadores, entre outros.
A fria realidade é que só temos um retrospecto similar a micróbios como o Vasco e Botafogo, clubes que são imensamente inferiores ao nosso na somatória geral de títulos nacionais/internacionais/mundiais, porém, no maior torneio do continente, somos absurdamente vergonhosos. Existem, inclusive, clubes que nunca venceram a competição no continente, como o América de Cali, que tem 4 vices, e outros como Barcelona de Guayaquil, Cobreloa e Deportivo Cali, com 2 vices e outras boas campanhas em semifinais, que são considerados clubes mais tradicionais do que nós na competição, algo realmente ridículo.
Não vou citar também situações de paternidade que temos, que vai para clubes desde o Guarany do Paraguay (um clube similar a um Coritiba ou Bahia do Paraguay), fora freguesia em mata-matas para o River Plate e para o maior rival, com 2 eliminações para cada um.
Aceitar esses fatos não significa se ater e continuar na insignificância, mas sim quebrar a ilusão de uma soberba que jamais deveria existir, para fazer com que a instituição Corinthians leve a sério a Libertadores e caminhe para melhores campanhas.
Este ano, caso chegássemos às quartas, já seria um avanço imenso, e seria apenas a quinta vez que chegaríamos nessa fase na história (95,99,12,22). O clube precisa voltar a, pelo menos, chegar nas oitavas e criar uma pequena tradição na fase intermediária (quartas) para aí sim se tornar mais representativo nas fases finais da competição, até que eventualmente o bicampeonato possa acontecer.
Mas, para isso, é necessário aceitar a realidade primeiro, para poder lutar contra ela eventualmente.

