Fiel Zoeiro
Existe um conceito chamado Distressed Assets. Clubes da Europa não apenas avaliam as condições do jogador. Mas também as condições financeiras do clube que vende.
O Corinthians é um clube falido financeiramente e, os clubes Europeus sabem que ele precisa de dinheiro rápido para fechar as contas no final do mês. Se percebem que o clube precisa vender, a proposta naturalmente vem mais baixa. Não porque o jogador vale pouco. Mas porque o vendedor está fragilizado.
Como não há leilão pelo André, ou seja, outros clubes Europeus na disputa pelo jogador, dificilmente o Milan vai subir a oferta.
O outro ponto é o seguinte: O André pode valer 30 milhões de Euros. Mas supondo que o Corinthians tem uma divida de 18 milhões de euros que se não paga, dentro de 9 meses pode virar 35 milhões de Euros. Logo, o dinheiro que não entrou na venda do André, pode fazer o Corinthians dever muito mais que a valorização que o jogador teria nesse período ou por quanto seria justo vender ele.
Outro ponto: Hoje sabemos que o André vale 30 milhões de euros ou mais. Para nós sim. Para o mercado europeu é um jovem potencial que fez meia dúzia de jogos por um campeonato de baixo nível. Amanhã, ele pode se machucar, cair de produção, e não vai valer mais os 30 milhões. Daí você pode dizer: Bom, mas ele pode ser o novo Gerson e valer muito mais ainda. Mas para um clube falido financeiramente, vale o risco? Esse é o ponto.
em Bate-Papo da Torcida > A coletiva de Marcelo Paz e o recado errado ao torcedor
Em citação ao post:
Reconhecer a crise do Sport Club Corinthians Paulista não significa aceitar que vender ativo a preço de banana seja o único caminho.
Clube falido não é clube sem estratégia. Existe diferença entre planejar a venda e vender com pressa — e pressa quase sempre leva a negócio ruim.
Jogador jovem oscila, sim. Mas também valoriza com tempo, minutos e vitrine. Resolver o caixa de hoje sacrificando o amanhã não é gestão, é improviso.
Entre “não vender nunca” e “vender correndo”, existe um meio-termo.
E é exatamente isso que se espera de um dirigente de clube grande.