Julia Posey
O Marcelo Paz vai fazer o quê?
O cara chegou ontem e com a única missão de ser porta voz dessa diretoria.
Não se iludam
em Bate-Papo da Torcida > O porquê de precisarmos de um pronunciamento de Marcelo Paz
Em resposta ao tópico:
A possível venda de André pelo Corinthians está gerando muita discussão, mas, sinceramente, ainda é cedo para bater o martelo dizendo se é um erro ou um acerto. A gente sabe que ele é importante na posição, tem mercado, pode evoluir e talvez até receber uma proposta maior na próxima janela. Só que a decisão não é tão simples quanto comparar “100 milhões agora” com “150 milhões em junho”.
O Corinthians vive uma situação financeira delicada. O problema hoje não é só técnico, é estrutural. Se o clube precisa de caixa imediato e continua sendo sufocado por juros altos, esperar pode sair caro. Às vezes, a valorização do jogador no futuro pode ser engolida pelo custo da dívida no presente. Não adianta ganhar 50 milhões a mais lá na frente se, nesse meio-tempo, os juros consumirem esse valor ou até mais.
Claro que perder um jogador importante nunca é simples. Mas também não dá para tratar como se o time fosse acabar. Existem peças que podem substituir, o esquema pode ser ajustado e, dependendo de como o dinheiro for usado, pode ser até um passo para reorganizar a casa. Talvez o momento do Corinthians seja de priorizar a saúde financeira, mesmo que isso signifique competir com elencos mais modestos por um tempo. Se conseguir reduzir dívida e parar de ser estrangulado por juros, o clube pode, lá na frente, voltar a disputar de igual para igual com Palmeiras e Flamengo.
Por isso, eu realmente não sei dizer se a venda é boa ou ruim ainda. Tem muita variável que a gente não conhece: condições de pagamento, percentual do clube, necessidade urgente de caixa, pressão de credores. Ficar só no fórum dizendo que está errado, sem saber os bastidores, acaba sendo mais emocional do que racional. O ideal é aguardar um pronunciamento oficial, entender os números e aí sim formar uma opinião mais sólida.
No fim das contas, a discussão não deveria ser apenas sobre perder ou manter um jogador, mas sobre qual decisão ajuda mais o clube a sair do ciclo de dívida e reconstruir força para o futuro.
