Giro Kataguire
Pelo seu Curriculum sabe jogar.
em Bate-Papo da Torcida > Zacaria Labyade, mas e agora?
Em resposta ao tópico:
Eu confesso, minha primeira reação foi de dúvida. Não era aquele nome que a gente vinha pedindo, não era o “reforço midiático” que chega levantando aeroporto e vendendo camisa no primeiro dia. Fiquei pensando: será que é o cara certo? Será que vai aguentar a pressão de vestir o manto?
A Fiel não é fácil. Jogar no Corinthians não é só entrar em campo é carregar uma história pesada, é entender o que significa raça, entrega e respeito à camisa. E quando chega um jogador que muita gente ainda não conhece direito, a desconfiança é natural. A gente começa a ver vídeo no YouTube, perguntar pra amigo, procurar estatística… tudo pra tentar entender se ele tem nível pra estar aqui.
Mas, ao mesmo tempo, a própria história do clube ensina a gente a ter calma.
Quantas vezes já duvidaram de jogadores que depois viraram peça importante? O próprio Paulinho chegou sem tanta badalação e virou símbolo de uma geração vitoriosa. O Jô voltou desacreditado e terminou como artilheiro decisivo. O Cássio não era unanimidade quando assumiu a titularidade e hoje é um dos maiores ídolos da nossa história. Até o Danilo, que muitos chamavam de “lento”, decidiu Libertadores e Mundial com inteligência e frieza, sem contar o Hugo e o Bidu cara kkkkk olha o Bidu, então é ter paciência até certo ponto, e entender que o futebol é cheio de voltas por cima quando ninguém mais acredita. E o Corinthians, mais do que qualquer outro clube, é especialista nisso. Aqui a camisa pesa, mas também transforma.
Então, se no começo eu fiquei com o pé atrás com o marroquino, hoje eu penso diferente. Agora que vestiu o manto, não tem mais “será?”. É apoiar. É cantar o nome. É cobrar quando precisar, mas também empurrar quando a fase não for boa. Porque se tem uma coisa que a Fiel sabe fazer é abraçar quem demonstra vontade.
Que ele entenda onde está. Que sinta o que é jogar na Neo Química Arena lotada. Que incorpore o espírito de luta que sempre foi a marca do Corinthians. E que, daqui a um tempo, a gente esteja lembrando dessa desconfiança inicial como só mais uma história de superação.
Porque agora não tem jeito: vestiu o manto, é um dos nossos. E sendo um dos nossos, a gente apoia até o fim. Vai, Corinthians.
