Lucascris Queiroz
Kkkkkkkk cada uma kkkk
Garro é nota 5 olha lá
em Bate-Papo da Torcida > Que time do Brasil tem um camisa 10 do nível do Garro no banco? A...
Em resposta ao tópico:
Que time do Brasil tem um camisa 10 do nível do Garro no banco?
A resposta é simples e incômoda: nenhum.
E a verdade vai além — a maioria não tem nem no time titular.
Isso, por si só, já desmonta a narrativa fácil de que “o banco do Corinthians é fraco”.
Não é.
Quando alguém diz isso, está olhando errado.
Está olhando só para o banco — e não para o todo.
Porque um banco profundo não diminui o time titular.
Pelo contrário: mostra que o time titular é forte, competitivo e difícil de tirar vaga.
E mostra também que, se houver olhar, paciência e contexto, os reservas e a base podem render muito mais.
O problema é que o Corinthians não é um clube comum.
Aqui, a pressão é gigantesca.
É diária. É constante. É emocional, política, midiática e institucional.
No Corinthians, reserva não é só reserva.
Reserva aqui vira sinônimo de fracasso rápido — mesmo quando o jogador tem qualidade, idade, margem de evolução e histórico vencedor.
E aí acontece o fenômeno que já virou padrão.
O cara sai daqui desacreditado…
Vai para o Monza.
Depois para o Inter de Milão.
Depois pra seleção.
E a gente fica olhando, “chupando o dedo”, tentando entender como isso foi acontecer.
Aconteceu porque a pressão do Corinthians forma jogador.
Quem aguenta aqui, aguenta em qualquer lugar.
O caso do Carlos Augusto é simbólico.
Lateral da base. Criticado. Questionado. Vendido.
Sai do Corinthians como “aposta”.
Hoje é titular na Europa, seleção brasileira e referência na posição.
E não é exceção.
É regra.
Olha a lista de jogadores que passaram pelo Corinthians, muitos como reservas ou subestimados, e depois viraram protagonistas:
– Martinelli
– Marquinhos
– Éderson (que era banco aqui, foi pra Atalanta e hoje o Atlético de Madrid fala em pagar mais de R$ 300 milhões)
– Emerson (que passou pelas Pepa Pigs)
– Éverton Ribeiro (que passou pelo Flamengo depois)
– Lucas Moura
– Giovane (que foi pra Itália, vendido depois por cerca de 20 milhões de euros ao Napoli)
E aqui está um ponto que dói ainda mais:
o Corinthians não liberou antes alguns desses jogadores para manter percentual maior, não protegeu ativos, não soube negociar timing.
Perdeu jogador, perdeu valor e perdeu protagonismo.
Isso não é falta de talento.
É falta de gestão, leitura e coragem institucional.
Por isso, quando alguém olha o banco e diz “é fraco”, está ignorando o principal fator:
o Corinthians não desenvolve jogador em ambiente saudável.
Aqui, ou você chega pronto…
Ou você vira alvo.
E mesmo assim, olha o que alguns entregam.
Olha o Bidu.
Quantas vezes foi massacrado?
Hoje joga fino, confiante, consistente. Futebol de alto nível. Futebol que conversa com seleção.
Isso não aconteceu do nada — aconteceu porque alguém resolveu dar sequência.
O Gustavo Henrique é outro exemplo claro.
Foi criticado, desacreditado, rotulado.
Hoje é um monstro de zaga.
Não passa nada. Ganha tudo pelo alto. Lidera. Impõe respeito.
Virou até ameaça ofensiva na bola aérea.
Os adversários sentem.
E o ataque?
Aqui entra um nome que precisa ser tratado com respeito histórico: Yuri Alberto.
Poucos jogadores no Brasil passaram por tanta cobrança, tanta pressão e tanta desconfiança…
e continuaram de pé.
Yuri é resiliência pura.
É protagonismo construído no sofrimento.
É redefinição constante.
E quando o Corinthians precisou — em finais, em decisão, em jogo grande — ele fez o que tinha que ser feito.
Atacante no Corinthians joga com a bola, mas principalmente com o psicológico.
E o Yuri aguentou onde muitos quebrariam.
Agora soma isso ao impacto do Memphis Depay.
O Memphis não entrega só futebol.
Ele entrega referência.
Olha as crianças na arquibancada com faixa e camisa do Memphis.
Olha ele com os moleques da base.
Esses mlks não estão só treinando — estão vivendo um sonho real.
Isso forma jogador.
Isso muda mentalidade.
Isso cria identidade.
Esses garotos vão subir fortes, se o Corinthians der espaço.
Porque talento eles têm.
O que sempre faltou foi ambiente.
Por isso, o debate não é sobre banco fraco.
É sobre elenco mal aproveitado.
O Corinthians tem time titular forte.
Tem banco profundo.
Tem base rica.
O que falta é carinho, método e proteção institucional.
A crítica precisa existir, mas precisa ser direcionada corretamente.
Não é para quem entra em campo e aguenta a pressão mais pesada do país.
É para quem comanda mal, decide mal e administra pior ainda.
O problema do Corinthians não é técnico.
É estrutural.
E enquanto a gente continuar descontando frustração em jogador e poupando dirigente, o ciclo vai se repetir:
forma, pressiona, descarta…
e vê brilhar fora.
O Corinthians sempre sobreviveu quando a torcida enxergou além do resultado imediato.
Quando valorizou quem honra a camisa.
E quando teve coragem de separar jogador de problema estrutural.
Vai, Corinthians.
Porque talento nunca faltou.
O que sempre faltou foi quem cuidasse dele direito. 🖤🤍
