Eduardo Miranda
Democracia não existe, é uma utopia. Democracia é um instrumento de interesse dos poderosos para legimitar suas atuações, geralmente manipulando interesses e quem tem menos informações, sabedoria e conhecimento.
Implante a democracia na casa de vocês, permitindo que seus filhos pequenos, outros parentes e até mesmo estranhos tomem decisões importantes sobre finanças e saúde e você verá o caos que se instalará no seu lar.
em Bate-Papo da Torcida > Nova Democracia Corinthiana
Em resposta ao tópico:
Na década de 80, lutamos contra a ditadura e pelo direito de ter voz. Hoje, a nossa luta é contra uma ditadura da incompetência, amadorismo e má fé que nos enterrou em uma dívida de R$ 3 bilhões. O modelo associativo, aquele que permite que alguns poucos sócios tenham voz e decidam o destino de mais de 30 milhões de torcedores, faliu. Ele não é mais a solução, ele é o problema.
Os Fatos que não podemos ignorar:
A Prisão de 2041: O contrato com a Caixa, agora sob a lupa do MP, não foi uma renegociação; foi uma sentença de morte. Estamos impedidos de crescer, de aderir à SAF e de pedir Recuperação Judicial por causa de cláusulas 'venenosas' assinadas por quem deveria nos proteger.
A 'Caixa-Preta' Aberta: O inquérito do Ministério Público está expondo o que já sabíamos: contratos lesivos e suspeitas de corrupção. Não dá mais para tratar como 'erro de gestão' o que a justiça está tratando como caso de polícia.
A Ilusão do Bilhão: Faturar R$ 1 bilhão por ano não significa nada quando esse dinheiro é drenado por juros e penhoras antes de chegar ao campo. Sem dinheiro, não há reforços. Sem reforços, não há títulos. E sem títulos, a receita cai. É a espiral do rebaixamento, financeiro e esportivo.
Por que a SAFIEL?
Diferente de uma SAF tradicional, onde um bilionário estrangeiro compra o clube para fazer dele um brinquedo, a SAFIEL é a única proposta que permite a quitação imediata da Arena, rompendo as correntes com a Caixa e devolvendo o clube ao seu verdadeiro dono: o povo.
Não podemos mais esperar que a ala política do Parque São Jorge abra mão do poder voluntariamente. Eles não vão. Eles criaram o buraco e continuam cavando. A contratação do Marcelo Paz é excelente, mas sem oxigênio financeiro, até o melhor gestor do mundo vira escudo para político incompetente.
A Cruel Realidade:
O Corinthians hoje, não é mais da torcida. E por mais irônico que seja, os associados que tem brincado como donos do clube e ainda carregam esse sentimento, também não tem mais autonomia. Com o contrato que foi assinado, hoje o Corinthians é da Caixa, sem que a mesma tenha que injetar sequer um centavo no clube. TODA a nossa receita está comprometida pela estatal. Importante lembrar que isso foi causado pelos mesmos responsáveis pelo rombo de 3 bilhões.
'Não vivemos de títulos, vivemos de Corinthians'. É um fato. Nenhuma outra torcida teria crescido em 23 anos de jejum. Mas algumas dores não precisam ser revividas. Não podemos nos dar ao luxo de deixar o futuro do clube à sua própria sorte. Que viver de Corinthians seja apenas a nossa realidade e não a falácia de associados do clube em resposta as cobranças assertivas da torcida quanto à incompetência na gestão.
Comprando a nossa Liberdade:
Aos críticos da SAFIEL, sugiro que estudem com mais cuidado e reflexão, não só os tópicos sensíveis da proposta, mas também o momento atual em que nos encontramos e as alternativas que se dispõe à mesa. A torcida jamais aceitaria uma SAF convencional, o modelo associativo está falido e um intervenção judicial iria apenas trazer à luz aquilo que há de oculto no clube hoje. E por mais que seja satisfatório, apenas tirar as laranjas podres, não resolve a situação financeira delicada em que vivemos.
Essa discussão não é apenas sobre 'vender o clube'. É sobre comprar a nossa liberdade, redemocratizar o clube e profissionalizar para não virar apenas história. É trocar o conselheiro que troca voto por churrasco por executivos cobrados por metas e por compliance.
O Chamado ao Protagonismo:
Se as organizadas, por qualquer motivo que seja, não puderem liderar essa ruptura agora, o torcedor comum precisa assumir esse protagonismo. Seria simbólico contar com o apoio das organizadas exibindo faixas e mosaicos em alusão à Democracia Corinthiana ou a SAFIEL, somando forças nessa revolução. Mas mesmo sem o grito das organizadas, precisamos levar para as arquibancadas, para as redes sociais e para as ruas, o grito pela SAFIEL.
Em 77, quebramos o jejum. Na década de 80, mudamos o país. Em 2026, nossa missão é salvar a existência do Sport Club Corinthians Paulista.
SAFIEL JÁ! PELA NOVA DEMOCRACIA CORINTHIANA!
