Joseph Schwalk
Se tiver interessados tem que vender logo, multa nenhum clube pagará mesmo, ele joga pra ser vendido $$$
em Bate-Papo da Torcida > Bidon não pode ser vendido no Brasil, e 15mi € é pouco
Em resposta ao tópico:
Não sou a favor da venda do Bidon, principalmente se for para Flamengo ou qualquer outro clube do futebol nacional.
Primeiro ponto: 15 milhões de euros é pouco pelo que o jogador representa hoje e pelo potencial que ainda tem. Estamos falando de um atleta jovem, titular, em evolução constante e que recebe menos de R$ 100 mil por mês. Isso, no futebol atual, é raridade.
Aí vem o argumento da “troca”. Falam em Cebolinha, Luiz Araújo, Michael, Samuel Lino… todos jogadores acima dos 30 anos e com salários que passam fácil de R$ 1 milhão por mês. Qualquer um desses, em um ano de salário, já consumiria praticamente R$ 15 milhões quase de salário em um ano.
Ou seja, financeiramente é um péssimo negócio.
Não faz sentido vender um ativo jovem, barato e que está dando certo para bancar jogador mais velho, com salário 10 ou 12 vezes maior, e ainda assumir risco de queda técnica e física. Isso é repetir erros que nos trouxeram até aqui.
Na minha visão, o Corinthians precisa separar as coisas:
- dinheiro de patrocínio e transmissão é para investimento no elenco;
- venda de jogadores tem que ser usada para pagar dívidas, acordos e obrigações. Simples assim.
Somos corinthianos, queremos ganhar tudo, até par ou ímpar. Mas chegou a hora de parar de dar cabeçada. O momento pede base sólida, responsabilidade financeira e cumprimento dos compromissos, inclusive com jogadores que já saíram e com os que estão no elenco hoje.
Para 2026, não vejo necessidade de trazer “nome”. O melhor caminho é manter quem está, enxugar ainda mais o elenco e organizar a casa. Isso, hoje, é muito mais importante do que qualquer contratação de impacto.
Se o Bidon tiver que ser vendido, que seja para o futebol europeu. Itália, França, Espanha ou Alemanha são mercados que realmente valorizam jogador jovem, oferecem competitividade, visibilidade e chances reais de crescimento. Indo bem lá fora, ele naturalmente pode ser negociado com clubes maiores, e o Corinthians, como clube formador, ainda teria a possibilidade de lucrar novamente no futuro.
Mesmo que o valor inicial seja inferior a 30 milhões de euros, ainda assim faz muito mais sentido que a venda seja feita para fora do país, desde que o Corinthians mantenha um percentual dos direitos econômicos ou algum tipo de participação em uma venda futura. Isso é gestão inteligente de patrimônio.
O que não pode acontecer é vender barato no mercado interno, abrindo mão de qualquer retorno futuro. Nesse cenário, o prejuízo é duplo: técnico e financeiro.
Bidon é ativo estratégico. Se for sair, que seja de forma planejada, valorizando o jogador, o clube e o futuro do Corinthians, e não para bancar contratos caros e decisões de curto prazo.