Marcos Alves
Jovem, os 3 bi investidos certamente reverteriam em resultados esportivos que acabariam por valorizar o ativo, ou seja, os 3bi iriam virar 5,6. Quem joga na casa do bilhão joga um outro jogo que vai além dessa matemática simples de render 1% ao mês. Esse outro jogo chama-se EQUITY.
Você sabia que a Uber começou dando prejuízo e isso já estava nos planos? O plano era focado no valor da empresa, n no lucro que ela gera. Pq se ela se estabelece como referência no mercado, o lucro vai aparecer lá na frente, então nos anos iniciais, apesar de dar prejuízo, o jogo é se posicionar.
em Bate-Papo da Torcida > A matemática prova: ninguém racional colocaria dinheiro no Corinthians
Em resposta ao tópico:
Racionalmente falando, é muito difícil enxergar sentido financeiro em alguém investir no Corinthians.
Vamos partir de um dado simples: a taxa Selic atual está em 15% ao ano. Isso significa que qualquer investidor pode deixar seu dinheiro aplicado em ativos de baixo risco e obter cerca de 1% ao mês, com segurança, liquidez e sem dor de cabeça.
Agora, imagine o seguinte cenário: para “arrumar a casa”, quitar problemas estruturais, organizar as finanças e montar um time realmente competitivo, um investidor teria que aportar algo em torno de R$ 3 bilhões em uma SAF que chegasse para resolver tudo de uma vez.
Se esses mesmos R$ 3 bilhões estivessem simplesmente investidos, renderiam aproximadamente:
R$ 30 milhões por mês
R$ 360 milhões por ano
E isso sem considerar juros compostos, apenas para manter o cálculo conservador e simples.
Para que faça sentido tirar esse dinheiro de aplicações seguras e colocá-lo no clube, o investidor precisaria de um retorno claramente superior. Vamos supor, então, um mínimo de 1,5% ao mês. Isso significa gerar algo como:
R$ 45 milhões de lucro líquido mensal
R$ 540 milhões por ano
Aqui está o ponto central: é extremamente improvável — para não dizer impossível — retirar esse nível de lucro do clube e, ao mesmo tempo, manter um time forte, competitivo e vencedor. Futebol consome caixa. Um elenco de alto nível, estrutura, folha salarial elevada e investimentos constantes tornam a geração de lucro recorrente nesse patamar algo quase incompatível com desempenho esportivo.
Diante disso, a conclusão parece óbvia: do ponto de vista estritamente financeiro, o investimento não se sustenta.
Portanto, é muito pouco provável que um investidor realmente sério, racional e focado em retorno coloque R$ 3 bilhões no Corinthians esperando ganhar mais do que ganharia simplesmente deixando o dinheiro aplicado.
Se alguém entrar, dificilmente será por lógica financeira pura.
