Rodrigo Otavio
O Sport Club Corinthians Paulista é mais do que um clube de futebol. É uma instituição centenária, construída pelo povo, sustentada por sua torcida e reconhecida mundialmente por sua grandeza dentro e fora de campo. Justamente por isso, o Corinthians não pode continuar sendo palco de disputas políticas, interesses pessoais e gestões mal-intencionadas que colocam em risco sua estabilidade, sua imagem e seu futuro.
Ao longo dos anos, a torcida tem sido paciente, resiliente e fiel. Mesmo diante de crises administrativas, dívidas crescentes e decisões questionáveis, o torcedor permaneceu presente, apoiando, pagando ingressos, comprando produtos e defendendo o clube. No entanto, essa lealdade não pode ser confundida com submissão. O que hoje se vê é um esgotamento coletivo diante da interferência política e da falta de profissionalismo na condução do Corinthians.
Políticos e dirigentes que utilizam o clube como trampolim para projetos pessoais ou de poder não representam os valores corinthianos. O Corinthians nasceu do povo e para o povo, não para servir a interesses escusos. A presença de grupos políticos que atuam sem transparência, sem responsabilidade financeira e sem compromisso com a instituição compromete não apenas o desempenho esportivo, mas a própria credibilidade do clube.
O que a torcida pede não é favor, é respeito. Respeito à história, aos funcionários, aos atletas e, principalmente, aos milhões de torcedores que sustentam essa instituição. O Corinthians precisa de paz institucional para se reorganizar, planejar e crescer. Precisa de uma gestão técnica, profissional, transparente e blindada de influências políticas externas e internas.
A profissionalização da gestão não é uma escolha ideológica, mas uma necessidade urgente. Clubes modernos são administrados com governança, compliance, planejamento financeiro e responsabilidade. O Corinthians, sendo um dos maiores clubes do mundo, não pode aceitar menos do que isso. O amadorismo e a politicagem custam caro — dentro e fora de campo.
Este é, portanto, um apelo direto da torcida: afastem-se aqueles que enxergam o Corinthians como instrumento de poder. Deixem o clube em paz. Permitam que profissionais qualificados conduzam seu futuro. O Corinthians é eterno; dirigentes e políticos são passageiros.
Defender o Corinthians é exigir mudança, ética e profissionalismo. Porque amar o clube também é cobrar. E hoje, mais do que nunca, a torcida implora por um Corinthians livre, forte, respeitado e à altura de sua grandeza.
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