Sandro Silva
Nenhum clube. Repito: nenhum sobrevive ao que o Corinthians viveu e vive nos últimos 10 anos pelo menos. E não falo de cair de divisão não. Falo de fechar as portas de vez. E o que segura essa bandeira, sempre altaneira, é sua torcida e a mística criada ao longo dos mais de 100 anos de história. Não são seus dirigentes obsoletos, ultrapassados, alguns (muitos) corruptos que impedem uma tragédia irreversível. Pelo contrário, eles se servem da sangria, patrocinam a derrocada, ganham com esse estado falimentar pois sabem da grandeza que há dos portões do vilipendiado Pq. São Jorge pra fora. Sabem que esse é o elixir que garante a eternidade do Poderoso Timão. Também não são os sócios do clube que garantem a sobrevivência do SCCP. Esses em sua maioria são omissos. Kgam e andam para tudo que acontece, basta ver como votam, como se portam diante de tantas evidências de roubos e desmandos. A fortaleza do Coringão está nos milhões de anônimos que fazem o que for preciso em nome da paixão, e de tudo que o time, não o clube, proporciona de emoção, nas buenas e nas malas.
Tudo isso pra dizer que passou da hora de separar o futebol do clube. Esse gigante não pode ser administrado de forma tão absurda e crimonosa, por figuras incapazes, tristes, que agem como se donos fossem da história do Curintia. Fiquem com o associativo. Quem liga? Libertem o futebol. Cobrem um royaltie pelo uso da marca e se virem com essa receita. Montem uma S.A, tragam a torcida como acionistas do futebol. Mirem a administração do Bayern, do Atlhetico de Madrid. Não é possível que não haja uma meia dúzia de corinthianos com grana e paixão suficiente para iniciar essa revolução, como aconteceu no timeco da Barra Funda.
Como está, não morreremos. Mas como está, seguiremos sangrando...