Junior Pícoli
Só tem um jeito de mudar isso.
em Bate-Papo da Torcida > Adeus SAF: Romeu Tuma cria cláusula de barreira e dá seguimento à...
Em resposta ao tópico:
A proposta de reforma do Estatuto do Corinthians, conduzida pelo presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, inclui uma das cláusulas mais polêmicas e restritivas já vistas no clube. O novo texto praticamente impossibilita a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) modelo adotado por outros grandes clubes brasileiros em busca de profissionalização e equilíbrio financeiro.
de acordo com a minuta da reforma, qualquer tentativa de transformar o Corinthians em SAF ou de separar o departamento de futebol dependerá de uma Assembleia Geral especialmente convocada, com aprovação de dois terços de todos os associados com direito a voto: um quórum quase inalcançável!
O artigo também veda expressamente que investidores externos controlem a SAF, obrigando o Corinthians a manter no mínimo 51% das ações de qualquer empresa que venha a administrar o futebol profissional. Na prática, isso elimina a possibilidade de aporte de capital majoritário... Justamente o que tem salvado clubes endividados.
Na prática, a cláusula não protege o Corinthians. Ela apenas garante que nada mude. O discurso de defesa da identidade e da soberania dos sócios soa bonito, mas serve de escudo para preservar o poder de quem já comanda o clube há décadas. A consequência direta é o bloqueio de qualquer chance real de reestruturação e profissionalização.
Com uma dívida bilionária e uma gestão cada vez mais enfraquecida, o Corinthians corre o risco de continuar afundado em crises e dependente de soluções paliativas. A proposta apresentada por Romeu Tuma Júnior não é uma proteção institucional, mas um obstáculo ao futuro. Enquanto a SAF poderia representar uma oportunidade de reconstrução, a cláusula criada transforma essa possibilidade em um sonho distante.
Se aprovada como está, a reforma será vista por muitos como o ato final de resistência de uma elite política ultrapassada, que prefere manter o controle associativo mesmo que isso signifique aprofundar o colapso econômico do clube.