Michael Menezes
Melhor post do dia!
em Bate-Papo da Torcida > Jô, Malcom e Pedro: o que há em comum entre eles?
Em resposta ao tópico:
O que há em comum entre esses 3 jogadores: Jô, Malcom e Pedro Henrique? De bate-pronto você responderá que são atletas formados no terrão no século XXI. Indo a raiz do problema vemos o mesmo modus operandi da negociação envolvendo o SCCP e equipes europeias.
CASO JÔ
O ano era 2005, com o atacante formado por Tevez e Nilmar, despontava um jovem alto, franzino e habilidoso, que vez outra entrava em campo e deixava sua marca. Atento ao desempenho e potencial, o CSKA Moscou, da Rússia, pagou US$ 5 mi (aproximadamente R$ 12mi) por 90% dos direitos econômicos. Ao passo que o tempo passava e Jô se destacava, clubes maiores da Europa começaram a enxergar em Jô um ótimo nome para reforço na posição de atacante. Tanto que em no fim da temporada europeia de 2007/08, o novo rico Man City ofereceu US$ 37,6mi (ou R$ 60,5mi) para tirar o atacante da Rússia.
A torcida corinthiana esfregava as mãos, pois aproximadamente R$ 6mi (valor da época) viriam ao clube, para poder quitar as dívidas, sobretudo a de Nilmar (caso Lyon). E nos primeiros meses da gestão Andrés Sanchez, a torcida toma uma balde de gelo. O percentual de 10% foi vendido meses antes, em abril de 2008, por um valor bem abaixo, contudo sem que ninguém soubesse o valor. Aspas para a reportagem do UOL, de 27/06/2008, de Alexandre Sinato:
“Já os 10% dos direitos que pertenciam ao Corinthians quando Jô foi para a Rússia foram negociados há cerca de dois meses para uma empresa. ‘O Corinthians atualmente só tem direito ao mecanismo de solidariedade em relação ao Jô. Os 10% já foram vendidos’, confirmou Sérgio Alvarenga, vice-presidente jurídico do clube.
Na verdade, o Corinthians decidiu negociar seus 10% no primeiro semestre porque precisava de dinheiro para saldar algumas dívidas importantes. ‘Na época ninguém sabia se ele seria vendido ou não e o Corinthians estava extremamente apertado financeiramente, então fez essa opção mais segura de vender para essa empresa investidora’, comentou Ivandro Sanchez (advogado responsável por conduzir os assuntos jurídicos internacionais do clube).
Os dois advogados, porém, disseram não saber o valor ou a empresa responsável pela negociação, conduzida pelo presidente Andrés Sanchez. O fato é que o Corinthians não esperava a venda de Jô imediatamente e decidiu aproveitar a oportunidade de 'fazer' dinheiro”.
CASO Malcom
Corta para 2018, ano que o serelepe atacante Malcom desfilava seu futebol em gramados franceses. Anos antes, em janeiro de 2016, o Bordeaux comprou por E$ 5mi 85% dos direitos econômicos do jogador. É muito importante lembrar, que em 2014, o SCCP tinha uma dívida de R$ 2 mi com o empresário do jogador. Para quitar a dívida, cedeu 40% dos direitos do jogador, além de porcentagens de Guilherme Arana e Matheus Pereira “Pirulão”.
Deixando de lado esse esdrúxulo pagamento ao empresário do jogador, havia diversas notícias da venda do talentoso ponta. A Roma era o provável destino, com valores próximos a E$ 30mi. No fim da novela, durante o início da temporada europeia de 2018, o Barcelona desembolsou E$ 41 mi (R$ 179mi). Sabendo do potencial que tinha em mãos, o Bordeaux ofereceu R$ 16mi pela compra dos 15% restantes do SCCP. Ou seja, no fim da história, o SCCP deixou de faturar. Lembrando que na época o presidente era novamente Andrés Sanchez.
CASO Pedro Henrique
Agora, na manhã do último dérbi do ano recebemos a notícia que o SCCP vendeu (por um valor sigiloso) os 30% de Pedro. Algo que não é para se surpreender, apenas para nos indignarmos.
RESUMO
Em valores corrigidos, o SCCP deixou de receber:
- Jô (R$ 6mi em 2008 = R$ 18mi em 2025);
- Malcom (R$ 10mi em 2018 = R$ 17mi em 2025);
- Pedro Henrique (R$ 66mi).
Mais de R$ 100 milhões que o SCCP deixou de arrecadar. Tadala, hotel, jantar e babyliss é dinheiro de pinga...
Corinthians, fundado por operários. Roubado por empresários!