Daniel Pereira
Sem 3 dos 4 jogadores mais importantes do time, entramos em campo. E a preocupação era o ataque, dois garotos inexperientes e sem nenhuma demonstração concreta de qualidade.
Os meninos não foram mal, pelo contrário, mas perdemos. Perdemos para um time que, mesmo cheio de grana, nada jogou.
E a derrota tem nome, ou melhor, nomes. Como acontecia na crise de 2024, voltamos a ter volume, um jogo razoável, mas perdemos, pq voltamos a ter atletas com a cabeça na lua.
Com um minuto, Hugo, tão importante pra gente, desatento, vai mal na bola, nos coloca atrás no placar e torna o que era difícil, ainda pior.
Corremos, lutamos, tivemos gol anulado, fizemos outro, sofremos com o esforço do VAR em nos atrapalhar. Mas quando finalmente o cenário se abria pra um resultado melhor, apareceram André e Matheusinho.
O primeiro, com uma pixotada, ao invés de cortar uma bola simples, cria um ataque perigoso para o adversário. O segundo é ainda mais decisivo. Como um juvenil empolgado, Matheusinho dá um carrinho inexplicável e decide o placar do jogo.
Com mais poder de fogo, o Corinthians brincou no campeonato. Poupou jogadores contra o Bahia, no primeiro turno, o Mirassol, o Grêmio, o Botafogo e o Ceará. Fez uma única vitória nessas partidas.
Os jogadores decidiram que não era preciso correr contra São Paulo e Juventude e lá se foram mais duas derrotas.
Hoje, a situação é difícil. Faltam jogadores de qualidade, Garro, a reserva de talento do time, vai mal e o time começa a sentir o peso da queda na tabela.
Jogar com raça, como hoje, é fundamental, mas não será suficiente. Se voltarmos a jogar com a displicência e a falta de equilíbrio que nos jogou no buraco em 2024, teremos outro fim de ano de drama.
Que nosso departamento médico faça milagres, que Garro volte a jogar, que Dorival entenda que Tales e Bidon não merecem confiança e, principalmente, que aqueles que pouco ajudam na frente, não entreguem as partidas lá atrás.
