Vlamir Bernardes
O maior problema é a eleição interna, de modo que quem escolherão?
Um empresário que não lhes dará nada, mas ao clube ou um outro que lhe dará tudo em detrimento do clube, como temos visto há tantos anos.
Esperemos...
em Bate-Papo da Torcida > Minha visão sobre André Castro candidato à presidência do Corinthians
Em resposta ao tópico:
André Castro não é dirigente de churrasco, tampouco figura folclórica de bastidor. É executivo da XP Investimentos, atua na Alta Vista, tem trânsito no mercado financeiro e apresenta um plano com um memorando assinado com um fundo estrangeiro que prevê até US$ 1 bilhão em aportes. Não é promessa de campanha é proposta com lastro.
Pelo que eu entendi o eu projeto passa por três pilares básicos:
1-Naming rights da Arena para quitar a dívida. Algo que já deveria ter sido feito há anos, mas foi negligenciado por gestões que preferiram manter o estádio como um monumento à vaidade.
2-Patrocínio master vinculado ao mesmo grupo. Estratégia de ativação de marca que clubes europeus adotam com naturalidade, mas que aqui ainda causa espanto.
3-Venda do nome do CT. Mais uma fonte de receita que, se bem negociada, pode gerar retorno sem afetar a identidade do clube.
É curioso como parte da torcida e até da imprensa reage com desconfiança a propostas que envolvem profissionalismo. Parece que o Corinthians se tornou refém de uma cultura onde o improviso é mais aceitável que o planejamento. André Castro não promete títulos, não vende ilusões. Ele propõe gestão. E isso, para um clube com dívida bilionária, deveria ser o mínimo.
Claro, é preciso cautela, até porque não ponho a mão no fogo por ninguém. Memorando não é contrato, e fundos não fazem filantropia. Mas o simples fato de haver uma proposta estruturada, com metas e gatilhos, já coloca Castro em outro patamar. Ele não é o salvador da pátria e nem deveria ser. Mas representa uma ruptura necessária com o modelo arcaico que transformou o Corinthians num gigante com pés de barro.
A eleição será um teste. Não apenas para os candidatos, mas para a torcida e os conselheiros. Será que o Corinthians está pronto para deixar de ser um clube gerido por compadres e virar uma instituição administrada por profissionais?
Veremos.









