Daniel Pereira
É quase impossível apontar pontos fracos do Corinthians jogando fora de casa. Afinal, o clube que tem um dos melhores times do Brasil(não elenco), capaz de derrotar duas vezes o badalado time da Crefisa, em jogos decisivos, no seu estádio, conseguiu a proeza de fechar o primeiro turno com uma única vitória fora de seus domínios, o triunfo contra o poderoso Ceará, num gol culposo do Tales.
Conseguimos não ganhar de um Grêmio capenga, do Mirassol e, hoje, do tenebroso Juventude. Isso fora os desastres contra São Paulo e Flamengo.
É claramente um time que escolhe jogos pra jogar e que, por isso, perdeu a chance de disputar uma Libertadores e hoje caminha para mais uma campanha assustad no Brasileirão.
Ainda assim, um jogador chama a atenção negativamente. Bidon, que em 2024 era una joia, cobiçada até pelo Bayern, parece ter sido abduzido.
O jogador dos dribles curtos, da frieza, do toque refinado deu lugar a um tiozão das peladas de fim de semana. Hoje, Bidon é como aquele cara pesado, cheio de cerveja, que não marca ninguém na pelada e evita qualquer jogada aguda, pra não se expor. O negócio é dominar a bola, que com muito custo fura a primeira linha do adversário, limpar o marcador mais próximo e tocar a pelota para quem estiver ao lado ou atrás. Lento, burocrático e inútil.
Memphis nos faz muita falta, mas por termos Bidon jogando como vem jogando, a ausência de Carrillo virou tragedia.
Martinez e Raniele não tem técnica para tirar o time de trás, dar ritmo, fazer a bola chegar a Garro.
Carrillo realmente marcava pouco, mas com a bola nos pés, vez ou outra, desequilibrava. Bidon, não. Não tem como desequilibrar, pq decidiu não arriscar mais.
E a nova postura é inexplicável. Assim como Tales(mas com muito mais talento), ele não sofreu nenhuma lesão grave, capaz de trazer alguns o segurança nos movimentos. Ele simplesmente parou. E agora, sem ajudar atrás ou na frente virou peso morto.





