Gabriel Barros
E quem disse que o modelo atual é esse exemplo de perfeição toda? Quem vota são sempre os “de casa”, tudo resolvido no tapetão, atrás das portas fechadas, sem nenhum tipo de prestação de contas pra torcida. A gente vê os mesmos nomes girando nas cadeiras há anos, e o que mudou de verdade? Nada. E quando dá errado, ninguém responde por nada.
Pelo menos os FT são gente que vive o clube de verdade. Sofrem a cada jogo, vibram, acompanham o dia a dia. Não estão ali por cargo ou influência, mas por amor à camisa. Por que a voz deles seria automaticamente vista como “perigo” e a dos figurões, como “segura”?
O problema não é o FT em si, mas sim a falta de um sistema transparente de controle e responsabilidade dentro do clube. Sem isso, qualquer modelo vai ser frágil — seja mais aberto, seja mais fechado. Colocar a culpa toda no torcedor é só uma forma conveniente de manter o controle nas mãos de poucos.
em Bate-Papo da Torcida > Sou FT há anos, mas sou contra o FT com direito a voto — e explico o...
Em resposta ao tópico:
Sou contra a ideia de que o Fiel Torcedor tenha direito a voto nas eleições do clube. Em tese, parece democrático, mas na prática abre margem para vários problemas graves: manipulações, compra de planos só pra votar, e até fraudes organizadas.
Sem um controle rígido, pode virar uma bagunça e enfraquecer ainda mais a instituição. O clube precisa é de mais transparência e fiscalização sobre quem já vota, não simplesmente aumentar a base eleitoral sem critérios claros.
Basta ver o que acontece no Inter-RS, para perceber que o sócio torcedor com direito a voto pode, na verdade, aumentar exponencialmente os problemas de um clube.