Luan Alves
📸 Everton Silveira/Reprodução
Quando a arbitragem é protagonista de uma partida, independentemente do esporte que se está sendo praticado, é impossível que o espectador aprecie o espetáculo, prejudicando não só os clubes envolvidos, mas a modalidade como um todo. Isso porque cansa! Cansa ver a arbitragem se enrolar toda jogo após jogo.
A profissionalização da arbitragem é mais do que urgente no Brasil. É uma questão de preservação do futebol enquanto forma de transformação social e instrumento de crescimento econômico.
Profissionalizar a arbitragem também é um meio de filtrar maus árbitros, que é o caso de Rafael Rodrigo Klein, ao que tudo indica. O Corinthians nunca conseguiu vencer sob a arbitragem dele, o que seria mero acaso se não pelas sucessivas polêmicas que ele se envolve quando apita jogos do Timão.
Em partida contra o tricolor da Vila Sônia, no ano passado, além da condução pavorosa do jogo e da parcialidade na aplicação do critério quanto às faltas e cartões, Rafael Klein ignorou solenemente cantos homofóbicos da torcida rival. Até aquele momento, apenas o Corinthians já havia sido punido por tais atos. Isto não torna visível a intenção da arbitragem, bem como da CBF?
Na partida contra o galo mineiro, apesar do time da casa ter cometido 24 faltas contra 18 do Corinthians, apenas 2 amarelos foram mostrados aos jogadores do time de Minas, enquanto 4 foram para os corinthianos. E não que isso seja um problema se houver lógica nas ações, mas novamente houve falta da aplicação do mesmo critério para as equipes. Dois jogadores do Atlético-MG deveriam ter sido expulsos ontem: Lyanco pelo segundo amarelo – em duas oportunidades, uma por falta para um segundo cartão e outra por discussão com Romero, quando apenas nosso camisa 11 levou amarelo – e Rubens em entrada por cima da bola em Breno Bidon.
Como os fatos apontam, há uma inexorável necessidade de se profissionalizar a arbitragem e filtrar os maus árbitros. Não há outro caminho. Se nada for feito, o futebol perderá seu valor, não só comercial, mas social.



