Anderson Henrique
O Corinthians sempre foi mais do que um time pra mim. É herança, é essência, é conexão. Sou corinthiano desde que me entendo por gente, filho e neto de corinthianos. E, embora meu pai não tenha sido tão presente em grande parte da minha vida, sempre trabalhando fora e quando não, lidava com seus vícios, uma das poucas coisas que tivemos de relação pai e filho foi esse amor pelo Timão.
Quando meus pais se separaram, ele se mudou pra quase mil quilômetros de distância. O contato tornou-se escasso, as conversas cada vez mais raras. Mas havia algo que mudava tudo: falar sobre Corinthians. Era o assunto que quebrava o silêncio, que criava uma ponte e amenizava essa distância. Assistir aos jogos era uma forma de estar com ele, mesmo longe. Cada título, cada jogo, cada gol, vitória ou derrota era como um abraço por telefone e mais motivo para conversar.
Mas teve um dia… Um dia que ficou marcado pra sempre. 16 de dezembro de 2012. Final do Mundial. No auge dos meus 14 anos, assistinto o jogo sozinho em casa. Ao fim da partida, o telefone tocou. Era meu pai. Ele só disse: 'Filhão, somos campeões do mundo de novo.' Choramos juntos, separados por quilômetros, mas unidos pelo Corinthians. Naquele momento, não era só futebol. Era saudade virando presença, era amor sendo renovado.
Hoje, ele voltou pra minha cidade. Temos mais contato. E o Corinthians continua sendo esse elo entre pai e filho. Pra mim, o Corinthians é isso: é família, é memória, é reencontro, é AMOR!
Por fim também, Corinthians é um sonho, assistir um jogo na arena com meu pai.
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