Roberto Cardoso
Virando a página, é hora de pensar em quarta-feira, e início de trabalho é sempre de reconstrução.
Pensando em estancar o sangramento eu ia com um 4-2-3-1
Fortalecendo o meio de campo com dois volantes de marcação, e aliviando a tensão em cima da zaga. Entraria com o JP Tchoca ao lado do GH, que é o menos pior entre os quatro zagueiros principais.
No meio entraria com o Memphis como um 10 por trás do Yuri, mas com toda a liberdade pra entrar circular pela área. Na impossibilidade do Memphis eu iria com o Coronado, que apesar dos pesares é o substituto natural do Garro.
Sabendo que o Yuri não tem a característica de fazer o pivô, daria total liberdade pros jogadores de lado, Carillo e Talles, chegarem no fundo e pisarem área, gerando aproximações e triangulações. Ainda com o Memphis jogando por trás do Yuri teria condições de enfiar algumas bolas em profundidade pra ele atacar o espaço, até pq o Yuri é bastante móvel, assim como o Memphis.
É isso, meio de campo forte e povoado, laterais apoiando, Talles e Carrillo gerando aproximações e o Memphis regendo a orquestra.
Outra possibilidade é um 3-1-4-2
Três zagueiros com o Angileri improvisado pelo lado esquerdo, garantindo uma saída de bola com qualidade por aquele lado.
Os laterais atuando como alas, tendo o corredor livre pra chegar no fundo. O Bidu encaixaria perfeitamente nesses esquema, tendo em vista suas virtudes ofensivas, aliás ele rendeu muito quando o Corinthians jogou assim ano passado.
No meio apenas um volante pra contenção, com o Coronado e o Carrillo jogando por dentro com toda a liberdade pra criar. Na frente o Memphis-Yuri clássico, com toda a liberdade para o holandês flutuar e gerar aproximações no meio-campo.
O bom é que ambos os esquemas podem virar o 4-4-2 com losango com apenas um ajuste, ou, se necessário, apenas uma substituição
