Paulo Ferreira
Corinthians e Flamengo tem um combinado, isso todo mundo sabe, mas nem a imprensa tem chamado a atenção para o risco real. Nesse acordo diz que o Corinthians tem até 30 de novembro para exercer sua prioridade e apresentar garantias que possibilitem ao clube iniciar um parcelamento em janeiro de 2025. Ocorre que o Flamengo só está de mãos atadas no acordo entre os clubes desde que o Hugo e seu staff estejam decididos a ficar no Corinthians, mas o clube do Rio agora se arrepende das bases baratas do negócio e tenta dar uma satisfação a sua torcida, dessa forma, enquanto a nossa diretoria deita nos prazos e não define o negócio o antecipando, o jogador está 'livre no mercado' e seus agentes podem ser seduzidos por outras propostas.
Ou seja, enquanto a nossa diretoria amadora deitar nos prazos o Flamengo tem tempo para caçar alguma proposta financeiramente mais vantajosa para para eles e para o jogador em euros. Se ainda assim o Hugo quiser jogar no Corinthians, o Flamengo não poderá fazer nada, mas se eventualmente acharem algum 'sonho no Catar' ou 'sonho de Premier League' para o jogador, como já vimos em casos recentes por aqui, o Flamengo se veria desobrigado a vender para o Corinthians porque a decisão do atleta e seu staff é que define.
Resumindo: nossa diretoria está deitada em berço esplêndido enquanto os malandrões da diretoria do Flamengo tentam armar um chapéu. Ao aguardar prazos e não se acertar já com o Flamengo, o Corinthians está dependendo única e exclusivamente da vontade do Hugo, se eventualmente aparecer um negócio por aí que vai oferecer salários 3 vezes maior para o jogador, não adianta depois querer chamar de mercenário, traíra etc, porque enquanto não se firma um contrato com o jogador ele está solto no mercado e sujeito a receber outras propostas, como aconteceu com o Veríssimo, mas nesse caso, diferente do Veríssimo em que era só assinar e nem assim fizeram, ainda é preciso obter a liberação do Flamengo e pra isso só antecipando o acordo.
em Bate-Papo da Torcida > O enorme risco ao não antecipar o acordo pelo Hugo

