Lucas Brito
Poderia ter sido o Cássio… poderia ter sido o Carlos Miguel… mas quis a história que fosse Hugo. Aliás, quem quis foi ele mesmo. Ao contrário dos arqueiros anteriores, que preferiram abandonar o barco. Não estou julgando, tampouco criticando. Cada um faz e sabe de suas escolhas. Normal. E Hugo escolheu defender o Corinthians num dos momentos mais difíceis do clube. Escolheu o desafio e escolheu se tornar o primeiro goleiro corintiano a pegar três cobranças seguidas numa disputa de penalidades. Escolheu com menos de dois meses de clube já ter um lugarzinho na história.
A Sulamericana não é a Libertadores, o Bragantino não é o Palmeiras e as defesas desta noite não significaram título ou vaga em decisão. Tudo isso é óbvio! Mas sim, as defesas de Hugo significam muito para a Fiel. Este rapaz que escolheu entrar para o “bando” significa esperança e até um pouco de resgate de amor próprio para o sofrido torcedor mosqueteiro. Significa que craques, ídolos e heróis seguirão chegando e saindo. E que enquanto a bola não passar pelas teimosas mãos do novo titular da meta corintiana, a Fiel seguirá sempre acreditando na virada, por mais improvável que ela possa parecer.
