Rafael Morais
Sejamos sinceros.
O modelo de gestão do clube impede o Corinthians de rivalizar com os atuais protagonistas do futebol brasileiro.
Quem toma todas as decisões administrativas é eleito democraticamente pelos associados do clube social. Os pré-requisito para estar apto à candidatura é um só:
- Ter cumprido dois mandatos como conselheiro eleito, ou ser conselheiro vitalício.
Vale lembrar que para concorrer ao Conselho, basta que o sujeito se mantenha adimplente por uma determinada quantidade de anos.
A exemplo de como funciona a política no país, não se faz necessária a comprovação de competência técnica para ocupar cargos importantes.
Quem mais frequenta o clube, fazendo o famoso 'corpo-a-corpo' diário com os demais convivas, e que aprende quais os desejos do associado médio (climatização das piscinas, pintura da quadra poliesportiva, poda das plantas dos jardins, etc.) salta à frente nessa disputa.
O torcedor do time de futebol Corinthians precisaria que o universo se alinhasse e brotassem do chão, dentro do Parque São Jorge, cidadãos com tino para os negócios. E que calhassem de querer fazer parte da vida política dessa associação. E sabemos que pessoas assim costumam ser bem-sucedidas em sua trajetória. Elevam seu padrão de consumo e logo passam a residir em condomínios que entregam todas as benesses de um clube social, sem o desconforto de precisar se locomover uma distância considerável para desfrutar dos mesmos. Tornar-se sócio de um clube como o Corinthians não agregaria em nada na vida deles. E seguem povoando o clube só os inaptos.
É muita aleatoriedade envolvida.
Estatisticamente falando, é muito improvável que tenhamos um Paulo Nobre ou um Bandeira de Melo.
Se acostumem a viver mesmo de Corinthians, como vaticinou o nefasto Andrés Sanchez.
Ele sabia desde o começo que o mecanismo nos impediria de desejar títulos em profusão.
Transformemos o sofrimento em hábito, ou então ficaremos malucos.
em Bate-Papo da Torcida > O Corinthians não corre o menor risco de dar certo