Marcus Casagrande
O Corinthians hoje é o retrato de um Brasil que ainda tem como protagonista a grande mídia, e entre as maiores a Globo é a principal força.
Fazendo um paralelo com o Brasil, dilma Roussef teve seu processo de impeachment, catapultado pela rede globo por entender que o melhor para seu conglomerado, era uma possível entrada do PSDB e daquele tão conhecido centrão com o enfraquecimento do PT. O fortalecimento de partidos como PSDB e PMDB, beneficiaria a rede globo por estar muito mais ligados a família Marinho.
A rede globo só não imaginava, que no meio do caminho viria uma figura como Jair bolsonaro, que levantou bandeiras que a população brasileira em geral queria a muito tempo, e dentre uma dessas bandeiras era o enfraquecimento da rede globo perante as outras redes de televisão. Cortou boa parte das verbas, e redistribuiu para outras redes. A globo novamente teve que colocar toda sua influência, para frear bolsonaro, que desestabilizou todas as contas da emissora, mesmo que para isso, teria que favorecer o partido que ela sufocou anos atrás.
E enfim chegamos ao Corinthians, segundo pesquisas, a segunda maior torcida do Brasil, as maiores audiências de clubes na televisão, os maiores engajamentos, e com certeza nas partidas que Corinthians é transmitido, as maiores receitas da emissora. Decide por não fechar com a Rede Globo de televisão, e o pandemônio na vida do clube se inicia, ao menos duas notícias negativas diariamente em forma de manchete, enfraquecimento da marca, e enfraquecimento político.
A ideia não é discutir se a diretoria corinthiana é certa ou errada, se agiu com ilegalidade, isso deixaremos com o ministério público a investigação, tão pouco discutir sobra dilma Roussef e Jair bolsonaro, se foram bons ou maus presidentes, mas sim para demonstrar a força que a globo, tem para movimentar os rumos do país ou de quem se coloca contra a emissora.



