Alisson Oliveira
Escreveu bonito, mas foi só isso mesmo
em Bate-Papo da Torcida > Dos erros, o menor
Em resposta ao tópico:
Paulinho comemora gol marcado na Neo Química Arena. Foto: Divulgação/Instagram
Corinthians e Paulinho não chegaram a um acordo e o volante deixará o clube . Grande parte da Fiel Twitter está eufórica, afinal, passado é passado, não é mesmo?
Eu sempre tendo a concordar com renovações, mas acho precipitado deixar Paulinho sair dessa forma, principalmente quando o elenco precisa de referências, já que ano após ano, o clube perde jogadores, incluindo experientes e inicia uma reformulação. No entanto, ainda foi possível contar com o Cássio.
Mas dissecando meu pensamento...
Foi um erro trazer Paulinho de volta? Pra mim foi, mas a Fiel Twitter, que hoje está excomungando o jogador, aprovava a gestão Duílio até meados de 2023, muito por conta da contratação de jogadores outrora do alto escalão, embora já envelhecidos, e isso inclui a repatriação de nomes como o próprio Paulinho.
Só que sejamos justos, o problema começou lá em 2016 e se agravou no último triênio de Andrés Sanchez, que, em especial nos anos de 2018 e 2019, gastou valores absurdos em jogadores absurdos também... De ruindade absurda. Quem não se lembra de Junior Dutra, Roger, Araos e outros? Isso provocou a necessidade de várias e várias reformulações de elenco, desfazendo a capacidade do clube de formar novos jogadores de referência.
Entre 2014 e 2022, não houve um ano sequer que o Corinthians fosse capaz de segurar as bases, fosse campeão ou não. Apenas Cássio e Fagner se mantiveram e, portanto, puderam ser pilares para os atletas que chegavam e logo saíam. Isso fez com que o clube em si ficasse muito dependente deles para manter um equilíbrio no elenco, principalmente mental.
Com a saída de Cássio, os holofotes se voltaram para Paulinho por ser o último remanescente do time campeão mundial e também porque Fagner deve estar com seus dias de Corinthians contados.
O Corinthians optou por ofertar um contrato difícil de se aceitar: 6 meses, com possibilidade de renovação automática em caso de cumprimento de metas e com nova redução salarial.
Os fatos fazem parecer que o clube não queria renovar, mas também não queria deixar isso claro, então resolveu oferecer e insistir em condições que sabia que são diametralmente opostas à demanda do jogador.
Trazer Paulinho foi um erro, mas deixá-lo ir no meio de uma temporada onde o time está em formação e em franca ascensão, precisando de referências experientes, não seria, também, um erro? Sendo mais direto: pra quê sujar o que já está sujo, ainda mais quando se tem gente tentando limpar?
Mas, bem, enfim chegou a hora do clube procurar por novos referenciais em seu elenco, fazê-lo competitivo e vencedor e, finalmente, solidificá-lo como um alicerce para tornar o Corinthians novamente campeão. O campeão dos campeões.


