Anjo Alvinegro
Minha paixão pelo Corinthians aconteceu aos sete anos quando meu pai São Paulino me levou ao Pacaembu assistir um jogo do Corinthians contra o time dele. Mas diferente do que era de se esperar ele sentou comigo no meio da fiel pois não tinha mais ingresso do outro lado. Não foi vendo o time jogar que me fez ser corintiano pois nem entendia o que estava acontecendo mas aquele povo gritando cantando e apoiando. Me apaixonei por essa torcida que realmente ama o time. Sai de lá sem me lembrar do jogo mas lembrando cada segundo daquela experiência e da fiel. Eles me contaminaram e mais um corintiano nasceu lá. Desde então meu amor por esse time extrapola qualquer jogador que nele passa. Pra mim o maior de todos foi e sempre será Marcelinho Carioca. Porém até eu sei que meu amor por esse time e maior que qualquer jogador que nele pisou. Corinthians minha vida, Corinthians meu amor.
em Bate-Papo da Torcida > Obrigado, Cássio: A Lenda que Me Fez Corinthiano
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Aos 8 anos, vi o jogo sendo interrompido na TV de casa. Cortaram a transmissão para mostrar Corinthians x Vasco. E lá estava ele: Cássio Ramos! O camisa 24 recém-promovido ao time. Diego Souza corria pelo campo inteiro, mas Cássio, com uma defesa mágica, mandava a bola para a linha de fundo! Fenomenal! Épico! Histórico! Ali, percebi que era para esse time que eu deveria torcer.
Desculpem-me os mais velhos, mas se hoje sou corinthiano, é graças a Cássio Ramos! Suas defesas épicas me fizeram me apaixonar pelo Corinthians. Todo aquele time de 2012, com Romarinho, Paulinho, Chicão, Sheik... Mas o brilho daquele time era ele. Parecia que podíamos vencer qualquer jogo, e quando não dava para ganhar, não perderíamos graças a ele. Cássio Ramos.
Quantas vezes vi o adversário ir para a marca do pênalti, e eu gritava: 'Sai que é sua, Cássio!' 'Essa é do gigante!' 'O gigante pega!' E não dava outra! Lá estava ele! Cássio Ramos!
Foram muitas emoções, alegrias, choros de felicidade. Nos pênaltis, era quase uma certeza! Muitas emoções mesmo.
Houve também momentos ruins: posturas questionáveis, saídas de bola ruins que ele nunca quis aprimorar, demora para repor a bola, falhas não reconhecidas, comodismo. Tudo isso me faz entender que é necessário ele sair de cena.
Mas, de verdade, não estou pronto para esse adeus. Um dia, quis ser o Cássio Ramos. Cheguei a virar ambidestro por causa dele (nasci destro, mas queria ser canhoto como ele). Vai doer a despedida. Vai ficar um buraco.
Sou Corinthians graças ao Cássio, mas não apenas por causa dele. Vou continuar amando meu time e acompanhando o gigante sempre que puder.
Por mais que eu entenda que seu momento não é bom e que agora é a vez de Carlos Miguel, jamais esquecerei as alegrias que Cássio Ramos me trouxe.
Tenho muita sorte de ter visto a lenda desde o início até o fim!
Obrigado por tudo, Cássio Ramos!
'Eternamente dentro dos nossos corações...'