Eric Balbinus
Evidente que o Corinthians tem que cumprir com suas obrigações, independente de quem seja o autor da dívida em questão. Com Rojas não seria diferente, mesmo que a péssima contratação seja obra do infame Duílio Monteiro Alves ou de quem quer que seja. Um clube como o Corinthians não dar conta de pagar R$ 5 milhões parcelado é caso de polícia ou grande incapacidade administrativa.
Dito isso, vamos ao contexto campo: Rojas já chegou rotulado como canela de vidro, quando contratado levou uma cota para estrear. Dificuldades no registro e tals. Teve lampejos na estreia e parou ali. Sonolento em campo, chegou a ensaiar um retorno ao esporte sob Antônio Oliveira. Mas nunca deixou de ser uma promessa que jamais aconteceu.
De nossa parte, além dos erros que a própria contratação representa, há que se questionar a cultura de emoção que parece envolver desde torcedores até dirigentes. Principalmente porque deram a camisa 10 A um cidadão que a época da honraria contabilizava majestosos ZERO GOLS com nosso manto. Que cérebro baldio achou que era uma boa ideia prestigiar um novato que demonstrou zero influência positiva nas disputas travadas após a saída de Roger Guedes, que mercenário e egoísta ainda era nosso marcador pontual (ainda que jogasse mais para si que para o clube, já que seu sonho era jogar na grande potência futebolística que é o Catar).
Enfim, o caso Rojas é uma sucessão de desacertos, inconsequência, incompetência e má-fé, para além da má vontade. Que o Corinthians ao menos tenha competência de horar as dívidas de 2023, já que segundo Marco Bello o ex-atleta em atividade indicou que acerta sua saída apenas com o acerto dos débitos passados, perdoando, portanto o que teria recebido até o final de seu contrato (que a gestão Duílio acertou até o longínquo ano de 2027).
E que o Corinthians viva tempos melhores com quem realmente queira fazer história com nosso escudo.
