Gabriel Segurado
Parabéns ao Calçade (corintiano de coração)!
Disse tudo.
Escancarou nossa realidade: um presidente MEDÍOCRE, que pegou um filé e está entregando um osso, e um conselho PODRE que desde 1910 está diminuindo o verdadeiro tamanho do Timão!
Nos últimos 2 anos, estes VERMES tentaram abalar o fanatismo de todos os corintianos... Mas eu vou continuar firme e forte como sempre, desde que TODOS do Pq. São Jorge demonstrem AMOR pelo manto SAGRADO! E não ARROGÂNCIA extrema como um certo jogadorzinho MEIA BOCA fez recentemente ao mandar a Fiel calar a boca.
E VOCÊ, vai fazer o que?
Um salve a todos!
E VAI, CORINTHIANS! NÃO PARA NUNCA!
em Bate-Papo da Torcida > Política x planejamento - Paulo Calçade (Estadão/ ESPN)
Em resposta ao tópico:
Link: http://esportes.estadao.com.br/noticias/geral, politica-x-planejamento-imp-, 1587111
Transcrição:
A luta pelo poder no Corinthians impediu que a eleição do substituto do presidente Mário Gobbi fosse antecipada de fevereiro para dezembro. Ao tentar encurtar seu próprio mandato, o dirigente trabalhou para ajustar o processo eleitoral às necessidades da agenda do futebol.
A divisão política do Conselho Deliberativo criou um vazio institucional que só trará prejuízos ao time, a menos que uma borrifada de bom senso se espalhe pelo Parque São Jorge nos próximos dias.
A situação é inadmissível para um clube tido como profissional, recentemente campeão brasileiro, sul-americano e mundial. Esse, porém, é o custo da realidade. Permeia a maioria das instituições futebolísticas do País, nas quais o jogo brusco da política é mais saboroso e disputado do que o enfrentado nos gramados.
Palmeiras, São Paulo, Santos, Vasco, Flamengo, Grêmio e tantos outros vivem ou já viveram esse drama. São peças do mesmo tabuleiro. Esses movimentos e suas contradições são fundamentais para a saúde da democracia dessas instituições. Pena que a voracidade das batalhas interfira no campo de jogo.
O contrato de Mano Menezes termina em dezembro, e o treinador já sabe que não vai ficar. A 30 dias do encerramento do Brasileiro, o Corinthians, como qualquer outro clube, já deveria ter desenhado a estrutura do próximo ano e engatilhando as contratações necessárias, da gestão da equipe aos nomes do gramado.
Mas o planejamento continua a ser uma dessas utopias do esporte brasileiro, mesmo para quem chegou ao topo e criou a falsa impressão de que teria competência para manter-se por lá durante um bom tempo. Hoje o Corinthians possui dívida gigantesca produzida por um estádio que ainda nem foi concluído.
Triste é não saber como será tocada a pré-temporada em janeiro. Há quem defenda o controle dos treinamentos pelos profissionais fixos da comissão técnica corintiana. O problema não está na capacidade de Sylvinho, ex-lateral do clube, ou de Fábio Carille, gente bastante competente. A questão central é que modelo adotar até a chegada do novo treinador.
Esses treinamentos não são apenas uma forma de migrar os jogadores do modo férias para o modo competitivo. Não podem ser tratados como se não houvesse sentido lógico e tático empregado à movimentação inicial após as férias.
A pré-temporada com aquela visível subdivisão das atividades em módulos físicos, técnicos e táticos já está superada. A velha periodização, transportada do atletismo para o futebol, perdeu a validade, apesar de muito empregada por aqui. Hoje o estado competitivo é atingido por meio de práticas com bola, criadas para reproduzir o jogo com fidelidade.
Instável como seus adversários, o Corinthians precisa iniciar o ano sabendo exatamente do que precisa. A menos que os candidatos à presidência do clube definam o substituto de Mano antes da eleição, o clube ganhará a taça do amadorismo apenas dois anos depois do título mundial.
Figura rara entre os cartolas, Gobbi veio, viu, sentiu as alegrias e as tristezas de comandar a nação corintiana, e promete nunca mais se meter com a administração do futebol. De estilo centralizador, fez o clube recuar em vários pontos, como na gestão do marketing, fundamental na ampliação das receitas e da marca Corinthians, que faturou mais com o rebaixamento do que com a Libertadores, o grande sonho de sua imensa torcida.
No período em que teve Luís Paulo Rosemberg na diretoria, a agremiação transformou vexame e tristeza em dinheiro vivo.
Quando deu a volta por cima, no momento de alcançar outro patamar graças aos feitos inéditos, voltou à vidinha normal. São os percalços da política interna, ao mesmo tempo saúde e doença dos clubes brasileiros.


