Bira Deodato
Pararmos de nos apegar aos jogadores campeões de 2011 a 2017, tivemos uma grande era vencedora, mas tem que saber a hora de homenagear em fim de ano com estádio lotado e cada um seguir seu caminho.
Quem acompanhou boa parte dos jogos esse ano sabe, Gil e Fábio Santos fazem vários jogos com falhas e intensidade baixa.
A ponto de ver várias vezes o Gil com a mão na cintura e pisando em cima da bola perto da linha do campo procurando sem se movimentar uma linha de passe. Cruzamentos na área e muitos erros de posicionamento pelo alto ou por infiltração por baixo. Jogo de eliminação da Copa do Brasil, a intensidade imposta pelo Lucas e os o moleques, mesmo com as 2 linhas baixas, o time desorganizado taticamente e passavam fazendo o facão sem serem parados.
Fabio Santos, multi campeão e grande na história não é sombra do que era nos melhores momentos. No auge os cruzamentos eram todos mascados, raramente íam pra dentro da área. Lembra um pouco o início do Carlos Augusto, que era muito sólido defensivamente. Hoje erra tempo de bola, comete erros que antes não cometia. Os dois merecem aplausos e homenagem no fim do ano, mas já deu.
Não citei o Fagner, por um motivo. O técnico atual tirando alguns moleques revelados, não deu identidade para o time, não tem tática definida, falta intensidade, falta saber como aproveitar os jogadores da melhor forma. Fagner é um deles, a era dele como lateral já passou, erro de planejamento da diretoria, tanto nas laterais como na escolha do treinador.
Fagner como no jogo de ontem consegue armar muito bem aberto ou cortando para o meio, mas não tem condição de formar a linha de 4 defensiva. Com um trabalho mais estruturado e uma visão de tática simples, fica claro. O Fagner de ponta aberto pela direita, armando da lateral para o meio ou infiltrando como ponta pela direita seria uma ótima alternativa. Toda vez que faz dobradinha com o Gustavo na direita, alguém que entende a movimentação, ele entende quando corta para o meio pra armar ou quando passa correndo no fundo pra cruzar.
Ano que vem temos que nos desvencilhar do passado, não esquecer das conquistas, mas entender que ciclos terminam. Mostrar gratidão pelo o que foi feito, mas sentar e recolocar o Corinthians no caminho da estruturação do futebol. Ter identidade tática, organização esportiva e calma pra trabalhar. Coisa que só vimos em 2009 depois de muita turbulência. Diretoria faça as mudanças necessárias sem precisar passar pelo mesmo perrengue.
em Bate-Papo da Torcida > Com outro treinador ano que vem, um fato precisa mudar
