Maga Macabra
Do latim, questae; do alemão, Denkweise; do inglês, mindset; do russo, мышление; do português, mentalidade.
Mentalidade de vencedor!
Trilhei a maior parte da minha carreira na área comercial, e com toda humildade em consideração, atingi resultados consideráveis em todas empresas que passei. Por muitos fui considerada referência em vários aspectos. Um deles era exatamente mentalidade.
Uma frase que passei a falar depois de alguns bons anos como comercial sobre uma das principais características para um profissional da área comercial ainda considero relevante:
' Comercial precisa ter fome, todos os dias. '
Fome de vender, fome de vencer, fome de ir além, fome de ser melhor que si mesmo todos os dias. Bons comerciais (e honestamente, pessoas de qualquer outra profissão) precisam estar incansavelmente com fome para conseguirem estar em constante evolução.
E isso, para mim, é o que está faltando aos nossos jogadores. FOME.
Fome de lutar por toda bola, fome de não hesitar correr por uma bola que parece que vai sair, fome de arriscar bater cabeça com o companheiro ao invés de ninguém ir disputar uma bola, fome de ir para frente, fome de fazer passes mais rápidos no fim de um jogo difícil empatado faltando 1 minuto para o final, fome de acreditar o tempo todo que é possível. Fome.
Existe, aparentemente, um vírus do corpo-mole espalhado pelo CT do Corinthians. Reflitam bem... A postura do Yuri Alberto quando chegou e a postura agora. O Yuri estava constantemente com fome, todos os jogos, o tempo todo. Porém, ao invés dele conseguir motivar o restante do time a ter fome, o contrário parece ter acontecido. Não está correndo mais para pressionar como antes.
Infelizmente, tudo indica que temos jogadores de renome acomodados, preguiçosos, de corpo-mole. E isso é infeccioso.
'Se os maiores, referência, não estão dando o sangue, por que vou ser o único a dar o sangue? '
Se você não acredita em você mesmo, por que alguém deve acreditar?
Não existe crescimento sem mudança.
Esse momento clama por mudança. Mesmo que sejam difíceis, mesmo que sejam pesadas, mesmo que sejam doloridas ou nada saborosas.
É tirar Cássio, tirar Gil, tirar Fagner, tirar Fábio Santos, até mesmo tirar Roger Guedes.
Se não está jogando para o time, dando o sangue pelo mesmo objetivo que o restante, senta no banco um pouco pra refletir na vida e deixa o amiguinho com disposição entrar e tentar ajudar.
O Romero de outrora era admirado não pelos gols, não pela habilidade, não pela inteligência, mas pela entrega irrestrita de intensidade, suor e sangue o jogo todo, todos os jogos.
Isso era o espírito Corinthians. Precisamos retomar este espírito.
Precisamos de jogadores com a mentalidade de vencedores, todos os jogos, o jogo todo. Isso não quer dizer que é impossível que os acomodados, após algum tempo, possam retomar o nível de competitividade, dedicação, intensidade e doação que já tiveram. Talvez o corpo não aguente mais oferecer isto 90 minutos. Mas se aguentarem 60, já podem mudar o destino do jogo.
Quanto mais demorarem para perceber que as vezes mudar drasticamente é a mudança menos radical, mais iremos sofrer, bater cabeça e deixar a torcida frustrada.
Torço para que diretoria entenda logo isto: erre rápido, aprenda ainda mais rápido.