W.j
Desde que acompanho futebol, me lembro de ser contrário à cultura brasileira de trocar incessantemente de técnico. O tipo de trabalho realizado por esse profissional (quase) nunca vai render frutos de imediato. É preciso tempo, entrosamente, união do e com o grupo e com a própria torcida. Esse tipo de trabalho é sempre à médio e longo prazo, de modo que eu acho um absurdo um time trocar de técnico com menos de três anos de trabalho. No Brasil, isso ocorre na maioria esmagadora dos casos. O resultado: os times são uma montanha russa de fases boas e ruins. Dito isso, é preciso manter uma linha de trabalho a fim de evitar o caos, e o Luxa parece uma alternativa razoável para os próximos anos.
Sobre o jogo contra o Fortaleza: O time mostrou suas limitações, a criação do meio campo ainda limitada, alguns erros defensivos (já velhos conhecidos) e a molecada ainda dando os primeiros passos no profissional.
A equipe do Fortaleza não é ruim de forma alguma, tem experiência e o trabalho deles vem sendo construído há algum tempo. Mas para uma equipe do tamanho do Corinthians, um empate com o Fortaleza em casa, é motivo sim de alerta.
Individualmente, gostaria de pontur algumas atuações:
Se durante quase uma década chamamos o Fagner de melhor lateral do Brasil, essa memória parece cada vez mais distante. Nos momentos bons, ele tem lapsos interessantes no campo de ataque, mas a recomposição defesiva anda cada vez mais limitada. O Corinthians precisa urgentemente de uma sombra, se for não for o Rafael Ramos, então obrigado pelos serviços e vamos atrás de outro.
Gil ainda pode ser uma opção viável para a reserva, tem jogo aéreo, pode fechar uma retranca em casos específicos. Mas titularidade não dá mais.
Fábio Santos: Obrigado por tudo. Bidu precisa de sequência e ganhar confiança, ainda é jovem e tem potencial.
O Roni ontem foi bem. Se tiver acompanhamnento correto e criar mais maturidade de sua função dentro de campo, pode melhorar muito. Quando não inventa ele vai bem.
Vera precisa de mais personalidade. Mata muito o jogo, não arrisca em várias oportunidades. As vezes não defende o suficiente para ser primeiro volante e nem cadencia o jogo o suficiente para ser um segundo volante.
M. Araujo já pode começar a trabalhar a titularidade. Deu volume ao meio campo e tem um potencial absurdo.
Biro a mesma coisa, muita habilidade.
Pedro ainda muito afobado, posicionando mal, tomando decisões ruins. Ainda é uma boa alternativa pra entrar ao decorrer do jogo, mas a ponta esquerda tem dono: Roger Guedes.
O ataque é Roger, Adson e YA, aqui não tem muita invenção.
Cássio, Fagner, Caetano (Murillo), Bruno Mendez, Bidu
Vera, M. Araujo e Renato (Biro)
RG, Adson e Yuri.
Trabalhar, trabalhar e trabalhar. Os resultados virão.
em Análise dos jogos > Sem sombra de dúvidas, houveram melhoras no trabalho

