Savius Miguel
Caro colega corinthiano, respeito seu ponto de vista, porém discordo totalmente. Falo como torcedor mas acima de tudo, como historiador. Usar da frase 'quem vive de passado é museu' é bem raso e reducionista, não há, absolutamente nada na sociedade humana, que não se paute ou se baseie no passado. Digo isso, por sermos torcedores de um Clube, que tem uma história e nela mesma em sua razão de ser e existir.
Basta fazer um estudo sobre a história do nosso querido Corinthians, pra identificar suas motivações sociais, suas raizes, o que representa o povo.
A 'política' permeia toda nossa vida, nossa convivência, até mesmo dentro do esporte e do futebol - chegando ao campo com nosso time. Não faz o menor sentido dizer que o esporte existe 'além' da nossa sociedade. O mesmo é falar sobre nosso comportamento no dia a dia. Por que somos profissionais no trabalho, zelosos, respeitosos, éticos, coerentes, etc, mas na torcida 'pode tudo? ' O que pretendo dizer, é que, infelizmente a 'repercussão' que ele tem, dado o passado da vida dele (indepentende de ser inocente ou não) não são por motivos nobres, mas sim por um suposto crime HEDIONDO. (E eu vi a reportagem da Marilia Ruiz, fiz leituras ontem e hoje sobre isso.. Entendo que processo/acusação/investigação etc é uma coisa, e o que aconteceu é outra, que a justiça pode errar, condenar etc etc), porém, o simples FATO de ele estar lá, já é bem complicado né.
Entendo quem defenda que a vítima não o reconheceu, que ele foi julgado sem se defender, etc etc, porém, o que pesa é: ele estava no quarto, viu e não fez nada? Ele poderia ter saido do quarto, avisado os 'colegas', fazer N coisas, mas foi omisso. Seria a mesma coisa falar: Eu não participei do assalto, mas estava dirigindo o carro dos assaltantes, não entrei no banco pra pegar o dinheiro, mas estava no carro.
Os maiores culpados são: DIRETORIA. Na minha opinião, deveríamos ter contratado um técnico em dezembro. No máximo, logo após a eliminação do paulista. Esse foi o erro principal, depois disso, foi só ladeira a baixo.
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