Liédson Ferreira
O clube arrecada algo entre 70 e 90 milhões por ano, mas perdemos pelo menos uns 30% com custos de operação. Geralmente, temos algo entre 40 e 50 milhões de arrecadação líquida que é destinada ao pagamento do estádio (fora os Naming Rights).
Segundo matéria do GE na época que o acordo foi fechado, as parcelas vão ter valores anuais, devido aos juros, inflação, etc, projeções indicam que pode chegar a 100 milhões em 2041 (último ano do acordo).
A primeira parcela, seria segundo a matéria do GE que disse ter acesso ao documento apresentado para o Conselho Deliberativo, variaria em 10 anos, entre 64 milhões e 81 milhões.
Mesmo com ativações na arena, não existe espaço nenhum pra que 30% da renda fosse arrendada, no final não iriamos conseguir pagar a Arena e provavelmente o suposto 'arrendamento' também não.
Financeiramente, para a empresa que iria arrendar também não faz sentido e explico o porquê:
Aplicando um calculo simples de juros compostos pela fórmula:
Montante a receber = Valor aplicado*(1+Tx de juros)^Tempo de contrato
Teriamos:
***Importante comentar que supus sobre acordo que o tempo de contrato seria de 30 anos.
Montante a receber = 1000000000*(1+0,02)^30
O valor que seria recebido é de R$ 1.811.361.584,10 (Um bilhão e 800 milhões)
Caso o acordo seja de 10 anos: R$ 1.218.994.419,99 (Um bilhão e 200 milhões)
Caso o acordo seja de 20 anos: R$ 1.485.947.395,98 (Um bilhão e 400 milhões)
Fora que, duvido muito alguma empresa iria aceitar pagar com juros internacionais sendo que os juros do Brasil são superiores a 13% e teríamos possíveis ajustes de inflação e enfim.
Em segundo, essa empresa provavelmente faturaria em Dólar, nesse caso, teríamos outra variável pra levar em consideração que é a flutuação da moeda e questões polito-economicas, não vejo um banco ou empresa brasileira aceitando esse acordo.
Em terceiro, poderia ser feito esse 'arrendamento' para pagar a maior parte do financiamento caixa e nossas dividas. Pensando nesses 1bilhão e que a Arena seria paga de uma vez, sobrariam um pouco menos de 400 milhões. Se bem me lembro, as dividas do último balanço estava em 945 milhões, ficaria próximo dos 500, PORÉM, bom lembrar, teríamos uma outra divida a pagar com valor superior a 1 bilhão EM UM CENÁRIO QUE A EMPRESA ACEITASSE JUROS APENAS A 2%.
Pra uma operação dessa, em cenários perfeitos, praticamente 100% da arrecadação da Arena deveria ser comprometida + um x de valor investido pelo Corinthians, é possível? Em curto prazo, talvez fosse viável, levando em consideração o longo prazo, temos problemas já sem a arrecadação da Arena, comprometer parte do faturamento do clube também, além das questões politicas e mudanças de presidente no clube com mudanças na forma de lidar com faturamento, gastos, etc, não sei se vejo com bons olhos, serve de exemplo Andrés Sanchez que fez a divida disparar de 500 milhões pra 900 milhões.
Minha opinião: Não sei se algo disso é verdade, mas vamos aos números:
Nossa divida, contando Arena + Clube é algo próximo dos 1.6, não temos ciência de todos os números do Corinthians e os juros que afetem ela, dito isso, um aporte de 1bi poderia diminuir a divida para um valor ainda inferior ao estimado pois juros CDI não seriam mais aplicados a certas contas que podem estar aumentando muito os números por serem longo prazo.
Caso o faturamento se mantenha acima dos 700 milhões e uma politica econômica saudável, poderia ser possível o valor de 1.2 (10 anos), com pagamentos anuais de aproximadamente 120 milhões.
No geral, acho extremamente inviável devido a todas as possíveis variáveis que englobam uma operação desse tamanho (comentei algumas no texto), fora que as condições ideais para o Corinthians podem não ser as ideais para empresas financeiras.
em Bate-Papo da Torcida > Não faz sentido e eu explico o porquê!
Em resposta ao tópico:
Corinthians gera mais ou menos 90 milhões de reais líquidos com a arena, contando todas as formas de arrecadação.
30% seria mais ou menos 27 milhões. Em 20 anos isso daria 540 milhões de reais. Ou seja, metade do valor investido pela empresa. Digamos que seja um contrato de 30 anos, então, aí seria pouco mais de 800 milhões, ainda não chegaria no 1 bilhão investido.
Então como essa empresas iriam ter retorno?
Talvez além dos 30% da renda líquida, o Corinthians também cederá espaços físicos para que aja exposição das marcas dentro da arena e criações de lojas e de serviços.
Se for assim aí será um negócio rentável para ambos os lados, mas, ainda assim, não chega a ser rentável o suficiente para que justifique o investimento dessas empresas.
Acredito que em um negócio desses uma empresa sempre espera lucrar pelo menos metade do valor que foi investido, ou seja, se investiu 1 bilhão, vai querer receber 1,5 bilhão, pra ter pelo menos 500 milhões de lucro, ou algo que chegue perto disso.
Acha muito 500 milhões de lucro? Mas em um contrato que pode chegar e até ser mais longínquo que duas décadas, 500 milhões de lucros diluídos em 20 anos não seria grande coisa.
Ou seja, tá com muita cara de fake News.
Mas partindo da hipótese de que é uma informação verídica, e caso seja feita 100% de forma lícita, e nesses moldes que eu citei, aí vale a pena.
Não só isso, caso seja verdade o Corinthians poderia erradicar a dívida e ainda sobraria um troco pra investir na ampliação da arena, aumentando pra 65 mil lugares, o clube iria acabar não sentindo falta dos 30%.
Se realmente se concretizar, o Corinthians poderia entrar em 2024 investindo em um bom time e voltar a ser competitivo no cenário nacional, continental e mundial.
Imagina o Corinthians sem dívidas, e arrecadando 800 milhões por temporada, se bem administrado se tornaria potencial mundial.
Mas como eu disse, tem grandes, enormes chances de ser fake News, ainda mais vindo do Samir Carvalho.