Pilo Romano
Considerando o contexto do lado do Fagner, que é um mentecapto batendo pênalti decisivo, o Guedes não falou nenhum absurdo..
em Bate-Papo da Torcida > Foi muito homem...
Em resposta ao tópico:
No dia 14 de Janeiro de 2000, o Corinthians que tinha uma seleção chegou ao Maracanã para disputar com o Vasco que era outra seleção o título do Mundial de Clubes de 2000. Naquela época o Corinthians era chamado de time nacional, pois não tinha um título internacional de grande porte, e em 90% dos jogos tínhamos que ouvir 'Libertadores o Corinthians nunca viu...'. No banco daquele time, vários garotos campeões da Copa São Paulo um ano antes em 99, uma das melhores safras que o clube teve.
O Corinthians campeão brasileiro em 22 de Dezembro, chegou sem preparação alguma para o Mundial diferente do seu adversário que ficou meses se preparando, precisou começar a fazer trocas e então entraram os garotos.
O jogo ficou no 0x0 e foi para as penalidades, entre os 5 que foram para a bola, estavam Fernando Baiano(22 anos) e Edu(23 anos) na cobrança, talvez alí estava o final da carreira de dois jogadores promissores mas que nasceram no clube e sabiam o tamanho da responsabilidade. Ambos foram lá, como veteranos e marcaram contra o grande goleiro Helton (grande pegador de pênaltis).
Passaram-se 23 anos desta conquista, e o Corinthians vergonhosamente foi para uma decisão nos pênaltis contra o pequeno Ituano, no 8° pênalti a bola foi na mão do nosso lateral que tem 9 anos como titular do clube e disputou uma Copa do Mundo. Em uma Arena só de apoio, em um clube que já ganhou tudo e não tem 10% da pressão que tinha naquela época, desperdiçou o pênalti. Certo, acontece, todos podem errar um pênalti.
Mas no final tivemos que ouvir...'Ele foi homem pra caramba pra bater aquele pênalti'.
Observem como as coisas mudaram, como o mundo do futebol mudou, o passa panismo e a acomodação tomaram conta, e hoje diferente daquela época onde os meninos ganhavam bem pouco, os hoje jogadores milionários são mimados e se forem criticados até a família vai até a rede social criticar a torcida.
Vivem em uma bolha de puxa sacos, onde eles são os heróis e os torcedores bandidos.