Paulo Ferreira
Na década passada, durante o período Osmar Loss, o Corinthians não se destacava por revelar grandes talentos, mas ao menos o torcedor podia se gabar de disputar e conquistar títulos da Copinha, um torneio de futebol em que o brasileiro presta atenção no hiato das férias dos profissionais.
Faz tempo que a base do Corinthians é mera barriga de aluguel para empresários parças da diretoria e do conselho, tanto é que constantemente os jogadores que chegam ao time de cima tem apenas uma curta passagem pela base quando na realidade vem de outras equipes, caso do Robert Renan, por exemplo, que com 18 anos surge com apenas 55% dos direitos atrelados ao clube.
De uns tempos pra cá, uniu-se o inútil ao desagradável.
Agora além da falta de trabalho de base, também há falta de trabalho de formação de uma equipe competitiva que ao menos alavanque algumas peças na base do conjunto.
O time do Danilo, estagiando na categoria que antecede o profissional, é um catado.
A impressão é que ninguém se salva, mas tem jogadores ali com idade sub 17 que aparentemente ninguém nem parou pra analisar em qual função talvez eles fossem melhores aproveitados.
Claro que não causa nenhum espanto o abandono da base diante do que se vê no profissional.
Se no time de cima a diretoria tenta constantemente apostar no acaso buscando emplacar estagiários no comando que sejam submissos aos caprichos dos cartolas, imagina o que não rola na base que só fica sob os holofotes do grande público durante o mês de janeiro...
O inusitado é que entra ano e sai ano o torcedor médio continua repetindo o clichê propagado por comentaristas aleatórios de 'tem que usar a base', quando na verdade deveria questionar: que base?
em Bate-Papo da Torcida > Torcedor fica pedindo pra usar a base, mas a categoria tá largada


