Rafael Ferreira
Top, mano. Sei bem o que você está sentindo, fui criado pelo meu avô, pois minha mãe abandonou á mim e os meus irmãos, meu pai trampando em metalúrgica, sempre em regime de escala para poder dar o melhor pra gente, mal nos víamos. Meu avô era Corinthiano fanático, nordestino, seco com a gente, mas quando o assunto era o nosso coringão, tudo mudava. Já com câncer, comemoramos juntos os títulos da Libertadores e do Mundial, em 2012. Em Abril de 2018, um dia antes do jogo da semi do Paulista contra as meninas, em Itaquera, meu avô se foi, numa terça feira. De manhã, enterramos ele, e a noite, daquele jeito Corinthians, o Rodriguinho marcou de cabeça aos 49 do segundo tempo. Nos pênaltis, o gigante foi GIGANTE, e fomos para a final. Chorei muito aquele dia, pois meu avô me fez ser Corinthians e sempre me falava das viradas épicas, de quando saímos da fila, em 77, do primeiro Brasileiro, em 1990. É isso mano, o Corinthians é f...
em Bate-Papo da Torcida > Valorizem a família de vocês, o tempo não volta
Em resposta ao tópico:
A pouco mais de dois meses criei um tópico aqui dizendo sobre quem me fez Corinthiano, meu avô, mãe e irmã, neste dia estava na casa do meu avô e me peguei observando esse quadro do Corinthians e tive essa reflexão. Semana passada meu avô se foi, um grande homem, meu grande exemplo, meu pai, e um grande Corinthiano, sempre que podia eu conversava com ele das épocas passadas do Corinthians, 60/70/80/90, meu avô se foi mas deixou seu legado, a dor passa, a saudade sempre fica e eu sempre me lembrarei e falarei com orgulho de você e do nosso corinthianismo, tamo junto meu veio, te amarei eternamente.
Eternamente dentro dos nossos corações.
Post que fiz em setembro:
