Carlão Massa
Fala nação! Espero que todos estejam bem!
Analisando com calma o assunto, honestamente, espero que tenha ficado, de uma vez por todas, a lição de que não é saudável trazer medalhão ganhando bolada, principalmente vários de uma só vez. Os caras trouxeram alegria num momento de carreira ímpar, e estão vindo para cá em um momento totalmente diferente da carreira, com o corpo já não rendendo a mesma coisa, sem a adaptação do corpo ao ritmo atual do futebol brasileiro.
E vão ter técnicos que não vão ter culhão de não colocar os medalhões todos em campo, esperando que o nome deles jogue... E isso não existe mais.
O futebol hoje é intensidade. Precisa de marcação pressão na frente, precisa correr o jogo todo. Veja o Rony do palmares por exemplo... O elenco tem caras mais técnicos que ele, com melhor pontaria, que enxergam melhor o jogo, porém, a saúde do cara é fundamental para aquele time render o que rende. O cara tem disposição para dar pique o jogo inteiro, com a velocidade que tem, arruma um pênalti aqui ou ali, desafoga o time quando tá sofrendo atrás, quebra última linha quando vem lançamento e faz o adversário correr pra trás. Desperdiça muitos lances pela falta de qualidade? Sim. Mas sem esses atributos físicos dele, o time não incomoda tanto o adversário.
É uma peça que você não gosta no carro, mas que é fundamental para ele ser tão rápido e seguro.
Se não bastasse a agilidade dele, do lado tem o Dudu que é outro que corre muito, pressiona..
O VP tem essa linha de raciocínio de colocar quem faz sentido para o carro, porém, faltam opções diferentes e falta muitos jogadores acreditarem em todos os jogos que precisam se doar como se fosse final de campeonato. Se não houver essa mudança de pensamento, a gente nunca vai voltar a ser campeão. Quanto antes enxergarmos isto, menos doloroso será o processo de voltarmos ao topo.
E precisamos sim olhar o que os melhores do Brasil e do mundo estão fazendo para ter noção se estamos trabalhando certo ou errado. Salvo raras exceções, os melhores não contratam medalhões em reta final de carreira. Não que eles não agreguem, mas a falta de intensidade em tantos jogos seguidos, parece tornar mais lento o processo de entrosamento do time.