Tevez
A identidade, bom, não tem porque é um time morto, sofredor, já entra com espírito de derrotado, não tem alma, não correm pela torcida, não tem coração no bico da chuteira, um bando de jogadores preguiçosos, e os que mais se esperavam para esta decisão pipocando, isso não é Corinthians seus a44ob@ndos, modinhas do barai
em Bate-Papo da Torcida > Qual é a nossa identidade?
Em resposta ao tópico:
Quando você olha para os times de futebol do mundo todo, consegue perceber que todo time vencedor tem a sua identidade em campo. No Brasil, por exemplo, o Fluminense do Fernando Diniz é um time que trabalha bastante a bola com toques rápidos e tenta, dessa forma, envolver o adversário.
O Palmeiras de Abel Ferreira é um time rápido e vertical, circula pouco a bola mas procura atacar e chegar à área adversária o mais rápido possível, apresentando, ainda, uma boa consistência defensiva (parecido com o Corinthians de 2015).
O Corinthians de 2017, de Fábio Carille, era um time que se defendia muito bem e sabia aproveitar as chances que tinha em ótimos contra-ataques. Já o Flamengo de Jorge Jesus atacava de forma brutal: tomava muitos gols, é verdade, mas o ataque sempre superava as marcas negativas da defesa.
E para não falar somente dos times brasileiros, como não lembrar da forte defesa da Inter de Milão de José Mourinho e do Barcelona de Guardiola, que controlava o jogo como ninguém?
Agora, eu pergunto a vocês: qual é a nossa identidade? O Corinthians é um time que procura controlar o jogo com a posse de bola produtiva ou se defende de forma magistral, buscando espaços nos contra-ataques? Ataca muito bem, produzindo muitas chances de gol, ou se defende de forma a não levar sustos durante o jogo? Pressiona a saída adversária ou baixa as linhas?
Eu não acredito que vamos conseguir construir um time vencedor da forma como as coisas estão se desenrolando. Num jogo como o de ontem, pressionamos a saída nos primeiros 15 minutos e depois baixamos as linhas no restante do primeiro tempo. Na segunda etapa, procuramos manter a posse da bola e, em seguida, baixamos novamente as linhas. Como que o jogador vai saber se portar em campo? Falta, ao nosso time, uma forma de jogar, uma filosofia de jogo. Esse é o primeiro pilar para se construir um time vencedor. E isso, na minha visão, passa pelo treinador, que não está sabendo se anda a pé para economizar combustível ou se vai de carro pra chegar mais rápido.
Antes que alguém me diga que não foi ele quem montou nosso elenco, lembrem-se de que todos os exemplos de times vencedores que mencionei tiveram seus respectivos treinadores chegando com o elenco já montado. Acho que o elenco está devendo futebol, mas o Vitor Pereira está devendo ideias.