Caue Fazzion
Não sou de abrir tópicos, mas a triste notícia do falecimento do RINCÓN me trouxe até aqui.
Máximo respeito a aquele que glorificou essa camisa, sinônimo de RAÇA do primeiro ao último minuto de todas as partidas jogadas vestindo o nosso manto.
Talvez muitos não deem o devido valor, mas cabe aqui a explicação aos corinthianos mais novos de quem foi Rincón e também um breve refresco a memória dos torcedores mais velhos que, talvez por mera distração, tenham perdido a lembrança deste colombiano em meio a tantas emocões já vividas acompanhando o nosso Timão.
Jamais esquecerei o gol aos 81' frente ao Al Nassr no MUNDIAL FIFA 2000, último jogo da fase de classificação, Corinthians vencendo por 1x0, resultado que nos deixava em segundo lugar do grupo e nos tirava a esperança do tão sonhado título mundial. Porém, graças aos pés de Rincón e a bomba chutada num ímpeto raivoso transformando suor e sangue em glória divina, digno dos maiores do futebol veio daquele que HONROU A CAMISA e verdadeiramente soube entender o que é Corinthians acreditando até o minuto final que o jogo só acaba quando termina.
É amigos, esse gol no último jogo classificatório da fase de grupos pôs o Corinthians em vantagem pelo saldo de gols e fez o Corinthians avançar à final, deixando o poderoso Real Madri em segundo lugar no grupo. O resto é história.
Rincón fez o gol e nos levou a final, mas mais do que isso, me levou ao ápice da felicidade naquele dia cinzento e me lavou a alma, me.mostrando aos altos do meus 13 anos o que é Corinthians. Não é sobre alcançar o lugar mais alto do pódio ou sobre esfregar na cara dos antis que nós chegamos lá, é sobre saber como fomos e o que nos levou até lá. A resposta: RAÇA até o fim e saber que sempre há uma chance.
Triste coincidência seu falecimento ter vindo justo no dia em que eu estava no estádio mais uma vez acreditando até o último minuto nessa chance, torcendo por um mísero gol que nos mantesse de pé na competição, e o gol veio, gol contra e sofrido, como tantos outros memoráveis, como Basílio em 77 para a geração do meu pai. Triste coincidência ter sido bem hoje quando os colombianos de Cali eram nossos adversários e não você jogando a nosso favor com a camisa preto e branco.
Que essa e futuras gerações nunca esqueçam de quem foi Freddy Rincón, que os jogadores do atual elenco se espelhem no seu exemplo de RAÇA que tanto nos tem faltado. Obrigado RINCÓN, descanse em paz.
