Marcão Timao
Pegando um gancho no que você falou, as semelhanças que vejo são outras. Segundo dizem, não foi Zégalo que puxou Rivelino pra esquerda, foram os jogadores (Gerson e Pelé, principalmente). Nisso vejo semelhanças, ficou claro ontem que foram os proprios jogadores que se 'distribuiram' em campo. Talvez não tivessem feito isso antes por respeito ao treinador. Porém, ontem, com um interino relativamente inexperiente, possivelmente ficaram mais a vontade. Por outro lado, no carrossel holandes de 74, até hoje não sei qual era a posição do Cruiff. A seleção de 70, embora com vários meias, cada um procurava fazer a posição, algo mais fixo. Deixar esse jogadores qualificados à vontade para se entenderem pode ser o melhor. O Giuliano, ontem, em entrevista, disse que podem jogar juntos, mas dependendo do jogo, que tem que ser mais equilibrado. Ou seja, não se importou em ficar no banco. Só o que me preocupa com esses jogadores todos juntos, com pouca marcação, é a lentidão de Gil e F. Santos. Se colocarmos zagueiros mais ágeis e rápidos, e os laterais intercalarem a descida ao ataque, acho que dá pra jogar, sim. Más num jogo mais pesado, precisamos também de um volante estilo Ralf.
em Bate-Papo da Torcida > Corinthians atual e a seleção brasileira de 1970
Em resposta ao tópico:
Não, não dá pra comparar o Corinthians com a seleção brasileira de 1970...tecnicamente não...kkk
Tentem não fixar a comparação nos nomes...e sim nos posicionamentos.
Mas a ideia embrionária, de como foi montada sim...e explico o porque.
Provavelmente a maioria aqui não era nascido na época, e talvez não tenha assistido vts ou jogos na íntegra da seleção...mas ela nasceu de um princípio que tínhamos muitos camisas 10...e a imprensa queria que jogasse todos...e a partir daí começa o paralelo pra minha humilde sugestão.
Tentarei ser breve, pra não virar textão:
Zagallo puxou o Rivelino pra ponta esquerda, Tostão ao seu lado por dentro,...e o Pelé centralizado (o mais próximo da função de 9, ou falso 9) e Jairzinho pela direita, o mais veloz do time.
Deixando o centroavante goleador da época no banco (Dadá Maravilha).
Ou seja, Guedes pela esquerda, Giuliano,...kkk... Heresia minha Paulinho na do Pelé... E o Willian na direita...tb o mais veloz do time.
Pra jogos de Mano a Mano (times se confrontando sem retranca é uma plataforma universal, serve pra maioria dos clássicos e os times mais fortes tipo River Plate e Flamengo e Atlético-MG. ).
Pra jogos em casa, com o adversário na retranca total, o Jô temporariamente tem sua importância, porque ter uma referência é totalmente necessário...pra reter a bola para o time ter tempo pra penetrar na área.
Mas reparem que muitos jogos que o Jô jogou com o Corinthians como visitante...além dele não ir bem (Sport, Bahia ano passado por exemplo)...parecia que tínhamos um a menos.
Uma referência em suma, serve pra reter a bola pra equipe ter tempo pra chegar até a grande área.
Fora de casa a maioria das vezes você joga em transição ou em contra-ataque...diminui bem a importância de reter essa bola na frente.
Longe de mim, criar uma correlação técnica entre Corinthians e a seleção...é muito fanatismo./clubismo.
Mas temporariamente seria uma solução de colocar todos na escalação..com alguma organização.
O Hulk no Atlético-MG é o mais próximo do gol do adversário e o mais solto no time e não é um centroavante...a movimentação é constante.
A função de 9...seria como um verdadeiro carrossel...itinerante...todos podem participar da infiltração..dando destaque especial para o Paulinho...poucas vezes se viu um jogador não centroavante...tão a vontade dentro da área nos meus 30 e pouquinhos anos assistindo futebol!
Briguem comigo...discordam...não tem problema...o fórum o espaço é livre pra debates...com alguma educação...kkk


