Jotinha
Será uma combinação perfeita! Claro que demandará tempo para impor sua filosofia de jogo - espero que em menos de 2 meses (antes da Libertadores).
A combinação perfeita que a Fiel sempre sonhou que Tiago Nunes nunca conseguiu. Um time que jogue pressionando e esteja em sinergia com o apoio da torcida. Imaginar o Corinthians sendo empurrado por 40 mil torcedores com um time ofensivo e um futebol vistoso.
“Uma coisa que me deixa extremamente desconfortável é sentir que minha equipe não consegue ter a bola. Eu não gosto de sentir minha equipe a defender, esse que é o problema.” Paulo Fonseca em entrevista pós jogo do Shakhtar.
Paulo Fonseca aplica um estilo de jogo mais ofensivo em suas equipes. Seu Shakhtar se acostumou a atuar pressionando os adversários e atacando com velocidade.
Antes de pegar embalo, no entanto, Paulo Fonseca precisará colocar ordem na casa. O lusitano terá que se provar no dia a dia, com um nível de cobrança só parecido àquele que encontrou no Estádio do Dragão. O futebol ofensivo e seu bom trato com os jovens tendem a se tornar trunfos importantes nestes primeiros meses de adaptação.
Paulo Fonseca teve um desafio na Roma muito parecido que terá no Corinthians, que foi produzir uma saída de bola de alto nível sem ter zagueiros para isso (Gil não é um zagueiro que sabe sair jogando). Ter algo semelhante ao que tinha no Shakhtar, através da saída lavolpiana, em que os dois zagueiros subiam pra dar amplitude ao ataque. Nesse sistema, faziam a diferença o zagueiro Rakitskiy, e o recuado meia brasileiro Fred, auxiliando o ucraniano.
Talvez com o Gajo, Paulinho possa fazer o trabalho que Fred fazia no Shakhtar.



