Cezar Oliveira
A gente já fica irritado vendo os jogos pela TV, mas no estádio temos uma visão mais ampla e só reforça o que criticamos.
O time do Corinthians é engessado e previsível. Só faz jogadas buscando os pontas.
Contra a Chape, o Giuliano foi peça nula, pois não era acionado nenhuma vez pelo meio. Renato Augusto brigando contra os defensores foi facilmente anulado.
Os laterais piores ainda, o ponto forte do Fagner são as descidas e toda vez que o Gabriel Pereira puxava para o meio ele ficava parado, como se fosse um crime atacar. Pelo lado do Fábio Santos era até pior, pois ele tinha liberdade para encostar no Roger Guedes, mas tocava de lado ou errava os cruzamentos.
Vamos pra Libertadores mais pela qualidade individual dos nossos jogadores, pois se depender da pobreza tática do time do Sylvinho, estamos perdidos.
em Bate-Papo da Torcida > O problema tático do Sylvinho é simples de perceber, e é antigo!
Em resposta ao tópico:
Os times dele SEMPRE têm dificuldade contra retrancas em blocos baixos. Sempre! E o motivo é só um: a insistência na construção ofensiva com quatro jogadores alinhados.
Isso gera:
- inferioridade numérica no setor de meio campo E NAS PONTAS, onde o extremo se vê obrigado a encarar dois marcadores;
- menor quantidade de linha de passe no setor ofensivo;
- esvaziamento do setor central do campo, com o jogo virando responsabilidade integral dos pontas, que acabam sempre cruzando na área.
Se algum de vocês assistir os jogos dele comandando o Lyon, PRINCIPALMENTE contra times menores (clássico contra o St. Ettiene, por exemplo), verão uma CÓPIA dos jogos do Corinthians contra times menores.
É incompreensível que ele ainda não tenha percebido que prender os laterais para construir lá de trás não funciona. Já não funcionaria se as características dos nossos laterais fossem o passe preciso e armação, imagina tendo o Fagner, apoiador nato.
A única explicação é que Sylvinho é um cara escravo das próprias ideias e está disposto a morrer abraçado com elas.
Espero que não seja tarde demais quando resolver abrir os olhos para a realidade.

