Marlon Cavalcante
Sobre tudo isso não é uma crítica geral ao trabalho do Syllvinho, o time evoluiu, venceu e se organizou. Mas, parece ainda sofrer mais do que deveria. Basta entendermos que por trás da invencibilidade de 10 jogos que caiu hoje de forma pouco disputada, o time voltou a sair atrás, e lutou no máximo para empatar.
O que mudou drasticamente após os reforços foi a dinâmica do time, essa nova movimentação adicionou novas possibilidades ao ataque alvinegro, tanto pela inserção de grandes talentos individuais, quanto a capacidade tática destas novas caras jogarem em conjunto. Dito isso como é impossível que uma ideia regresse ao tempo em que o time era questionado jogo a jogo?
A escolha do Jô para hoje é entendível, até os primeiros vinte minutos onde já estava anunciada a trama do jogo. Em um cemitério de ideias e com Fagner e Fábio Santos mais presos, Gp morreu na marcação dobrada e Roger Guedes ao lado de Giuliano tentavam alguma coisa sozinhos sem muito sucesso, Renato Augusto parecia desgastado e fora de sintonia, o que é normal, tendo em mente a mudança drástica de rotina.
Voltar a jogar com um jogador fixo engessou o conjunto que ganhou anteriormente devido a flexibilidade, a proposta do time tem sido infiltrar com velocidade, o Jô deixou tudo mais previsível e confuso, já que mesmo com ele por ali, o time ainda tentava a tabela rasteira e muitas vezes podemos ver ele muito longe da área o que não é o seu forte.
Foi um tiro no próprio pé. A insistência custou a vitória e não será nessa rodada que acenderemos ao G4. Seguimos bem, mas hoje parece que o Sylvinho deu um ''auto-nó tático''.
