Vinícius Alves
Obviamente, o Giuliano se sobressai tecnicamente, mesmo sem ritmo de jogo, comparado aos outros meias que o time tem. Contudo é preciso por em debate a rigidez tática que o Silvinho impõe ao time e o quanto isso tem chance de dar certo com os reforços que chegaram. Para mim o time tem um problema óbvio de compactação; seja no processo de avançar a última linha para para compactar o bloco num momento de marcação, seja no momento de construção ofensiva com a bola.
A origem do problema está em dois fatores: o fator individual - jogadores como Fábio Santos e Gil não se sentem confortáveis marcando alto, pois se erram o bote sabem que não conseguem recuperar depois. Dito isto, vale a pena o custo para o time de jogar protegendo esses dois jogadores só pela experiência que acrescentam ao time? O outro fator é o que envolve diretamente o treinador, dada a pouca evolução ofensiva do time, mesmo com seguidas semanas livres, está claro que o time não é condicionado/estimulado a fazer movimentos ofensivos além da rigidez tática vista. Isso se traduz em campo num time que marca em bloco muito baixo, que tem como única válvula de transição ofensiva o Gustavo e que nas poucas vezes que se estabelece no campo de ataque perde a bola rapidamente, com movimentos ofensivos facilmente mapeados pelos adversários.
Se esse comportamento tático não se alterar, quando o Renato e o Giuliano estiverem em forma, o time terá sérios problemas, pois são jogadores de aproximação, o time precisa estar compacto e mais perto do gol, mesmo no momento sem bola, para esses jogadores serem potencializados, do contrário a retomada de bola vai ser sempre muito longe o gol adversário e não temos um Paulinho ou Elias no time que aceleravam a transição ofensiva pela faixa central do campo.
A pergunta que fica será que o Silvinho vai ter coragem de arriscar um postura mais alta do bloco de marcação? Acho difícil, treinador de primeira viagem no Brasil, me parece até hoje muito assustado com a pressão que sofreu nas derrotas para Atlético - GO, desde então ele arriscou muito pouco na postura e formação do time.
Acho que a saída mais possível dele arriscar, ainda um tanto quanto conservadora, será colocar um outro ponteiro mais rápido na esquerda para desafogar um pouco o papel do Gustavo, o que poderá, ainda assim, não ser suficiente para enfrentar adversários mais fortes.
Concluindo, como a exigência será mais alta com os esforços, se ele não for capaz de enxergar que o time precisa de algumas mudanças que envolvem principalmente o comportamento coletivo em campo, mais até do que a simples mudança de uma peça por outra, ele tem pouco tempo restando no comando do time.
em Bate-Papo da Torcida > Silvinho e os reforços - Existe chance de extrair todo o potencial...