Rodolfo Santos
Os últimos anos a cena a seguir se tornou, infelizmente, muito comum: O time perdendo um jogo importante, precisa do resultado. Em campo, vários jogadores com desempenho fraco, aquem do esperado. O time vai para o intervalo perdendo e, na volta... Nenhuma mudança!
Isso começou com Tite, na qual se espelham muito Carille e Sylvinho. Os outros treinadores (ex. Mancini) não sei de onde pegaram essa mania. Tite é um gestor humano ótimo, extrai muito dos jogadores. É capaz de, em 15 minutos, virar a chave e fazer o atleta mudar completamente o desempenho numa partida. Conseguiu isso várias vezes, embora em outras sucumbiu sim à derrotas demorando a mudar.
Ok, não é como se nosso banco de reservas fosse recheado de opções. Mas o futebol tá permitindo 5 mudanças, nosso time titular muda todo jogo, e ainda assim os treinadores esperam os 30 do segundo tempo pra fazer as primeiras mudanças. No intervalo, nunca mudam, não importa o quão desastroso o time foi.
Eu não sei que tipo de psicologia masoquista é essa. Como uma pessoa decide, deliberadamente, naufragar nos seus próprios conceitos ao invés de tentar resolver o problema. Já vi jogo com o Guardiola fazendo mudanças aos 30 do primeiro tempo. Não é coisa de gênio, é coisa de alguém que se depara com um problema e precisa achar uma solução. Pra isso serve o técnico na beira do campo.
em Bate-Papo da Torcida > Desde quando a substituição virou um pecado no Corinthians?