Jorge Figmedis
Bom dia.
Espero, sinceramente, que Mancini tenha aprendido a lição.
Depois de vermos Goiás e Bragantino jogarem fechadinhos e dar muito trabalho ao Flamengo em contra-ataques, assistimos, ontem, Mancini bancar o suicida e enfrentar o melhor time do Brasil com 4 jogadores de frente que não marcam ninguém. Pura inocência e uma assustadora demonstração de desconhecimento tático.
No início até houve alguma empolgação. Algumas investidas na área do Flamengo, passaram a falsa impressão de que poderíamos jogar de igual para igual.
Mas rapidamente o CRF colocou a bola no chão e fez o que melhor sabe: tocou muito a bola e, literalmente, tomou o controle total do jogo. Daí para frente foi um massacre de qualidade. Tanto isso é verdade que Camacho e Xavier levaram cartão no 1º tempo. Porquê isso: porque estavam sobre carregados. Uma bola na trave no final do 1º tempo, num chute de Camacho, ajudou a enganar torcida e técnico.
Mas, infelizmente, Mancini não fez a leitura correta do 'novo desenho' de jogo.
Ele voltou para o 2º tempo com a mesma formação tática e manteve o meio campo desprotegido. Daí pra frente o desastre estava desenhado.
Logo depois de tomar o 2º gol, com 7 minutos do 2º tempo, ele fez trocas que mantiveram o time aberto, e 3 minutos após as trocas, tomou o 3º gol. Não podia dar em outra coisa.
Além disso, vimos a marcação corintiana paupérrima. Jogadores que chegam para marcar no velho estilo 2 metros de distância e apostando na perna esticada para cortar o cruzamento.A coisa mais velha do mundo do futebol. Enquanto o time do Flamengo pressionava sem dar qualquer espaço.
Houve vários culpados na derrota de ontem, mas crucificar indivíduos não resolverá. Mancini deve ter a humildade de admitir que nosso time é frágil e hoje devemos jogar como um time limitado: atrás, protegido, talvez num sistema 4-5-1. Os jogadores, todos devem assumir seu compromissos com quem lhes paga, melhorando desempenho, jogando com diligência, treinando, aprendendo a fazer com os que fazem bem feito.
Mais sabedoria na próxima.
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