Carlos Michaelsen
São diversos fatores que levaram a esse atraso do Naming Rights... Depois de 2013 a economia do Brasil implodiu... A Odebrecht foi envolvida em escândalos.. O Corinthians pediu alto.. Enfim, várias circunstâncias que nos prejudicaram.
Mas olhando hoje, foi bom ter fechado com a Neo Química.
E onde eu quero chegar: O modelo de negócio do nosso estádio não é ruim. Só o prédio oeste tem uma área construída maior do que o Allianz Parque inteiro. O Corinthians que é incompetente mesmo por não transformar esse setor em um shopping center (Um Shopping Center costuma ter uma média de 20.000 a 40.000 pessoas circulando todos os dias). Fora o estacionamento que é gigantesco e pode virar um parque com diversas atividades. Esses dois últimos pontos são impossíveis de materializar no Allianz. Temos uma vantagem competitiva de poder oferecer maior ativação comercial aos parceiros investidores.
Se agora com um fôlego financeiro maior, e com a Neo Química como parceira passando mais confiança ao mercado, o clube pode conseguir atrair novos investimentos na Arena, para enfim transformá-la num centro de atividade comercial 24 horas.
É preciso também pensar no longo prazo. Comparando novamente com o Allianz, uma hora os dois contratos irão vencer, e os clubes irão tentar vender novamente o nome. Com o Corinthians cedendo os sector rights o valuation para quem vai comprar fica mais atraente.
Preciso mencionar ainda que a Zona Leste tem milhões de moradores em volta da Arena. Por isso vejo como muita imcompetência do clube ainda não ter transformado aquilo num polo de lazer e entretenimento.
E repetindo: O modelo de negócio da - agora - Neo Química Arena NÃO É RUIM.
E é preciso olhar para ALÉM dos 15 milhões anuais. O naming rights pode atrair uma nova onda de incremento financeiro na Arena.. é como uma injeção de vitamina na veia pra levantar um anêmico (até vaquinha pra terminar de quitar já está sendo cogitada).
Espero que seja uma virada de jogo mesmo essa parceria com a Neo Química. Que 2021 seja um recomeço pra esse projeto (E que a economia brasileira se recupere também, pois será fundamental).





