Magno Amoreira
Se partirmos do pressuposto que não tínhamos nada, hoje temos algo. Beleza, massa. Mas também podemos pensar que desse ponto de vista não há negócio que leve em conta o poder da marca, e só a necessidade.
Segundo ponto, é o naming rights tão valioso? Qual o grau de exposição da marca? Ou a empresa ganha mais pela parceria?
Indo para os números secos podemos chegar a uma conclusão: esse dinheiro servirá para amortizar os juros da dívida principal. E ponto
Senão vejamos. Muitos calculam a amortização sobre o valor atual da dívida. Isso não se aplica já que não receberemos à vista. Assim o valor de R$ 540 mi tem que ser visto com os juros que correrão nos próximos 20 anos. Se tomarmos uma base de 3% ao ano daria em torno de R$ 15 mi, ou seja, aproximadamente o que a Neo química vai nos pagar. Os caras não deram ponto sem nó.
Pagar os juros não é pouco, embora pareça diante do valor principal. Os juros é o que torna impagável a dívida. O principal é o que compromete a bilheteria.
Com uma média de arrecadação anual de R$ 40 mi a R$ 50 mi por ano, e com os juros equacionados pelos naming rights, podemos chegar a um período médio de 10 a 12 anos sem bilheteria até termos o estádio quitado. Não é pra agora a grande revolução no nosso quadro econômico.
Ajuda, bastante, mas ainda estamos amarrados por um bom período. A iniciativa da torcida gaviões da fiel ainda é de GRANDE necessidade.











