Márcio Costa
O futebol europeu num primeiro momento sofreu muito com a formação de jogadores. O que muitos fizeram lá foi contratar jogadores de fora, ao invés de formar atletas.
Isso mudou justamente em ligas mais fracas economicamente, e que ainda contavam com a base. Dois exemplos: Portugal e França.
A partir de Espanha e Alemanha a Europa começou a fazer trabalhos a longo prazo neste sentido e muitas grandes ligas já contam com jogadores novos e promissores, já atuando no futebol mais forte do planeta. As mesmas França, Portugal tem uma nova geração boa, a Inglaterra tem um time interessantíssimo, Alemanha e Espanha mantém um bom nível, e outros centros começam a despertar para isso, caso da Itália.
Sendo assim, se abrirmos nosso campeonato para outros sulamericano, nossa formação que já tem vários problemas hoje, vai ficar ainda pior, porque a gestão no futebol brasileiro é uma piada.
em Bate-Papo da Torcida > "Lei Bosman" para a América do Sul - Seria uma boa?
Em resposta ao tópico:
'A sentença do Tribunal de Justiça Europeu, declarando que todo jogador pertencente aos países membros da União europeia poderia atuar em qualquer equipe que fizesse parte da UE sem ser considerado estrangeiro' - A sentença que mudou o futebol como conhecemos. A partir daí, os clubes europeus se tornaram verdadeiras seleções e o futebol brasileiro se tornou uma espécie de 'fazenda' de jogadores para exportação, enfraquecendo muito o nível dos nossos campeonatos.
Hoje, cada clube pode inscrever até 5 atletas estrangeiros para partidas nas competições brasileiras (CDB e Brasileirão). Os principais times do país contam com diversos jogadores gringos, em sua grande maioria, contratados dos nossos vizinhos sulamericanos.
Não seria a hora de criarmos nossa própria 'Lei Bosman' liberando a contratação de jogadores do Mercosul?

