André Bellini
Primeiramente, já peço desculpas pelo texto um pouco longo.. Acho que o confinamento tem me deixado reflexivo haha.. É a primeira vez que crio um tópico...
Ao assistir a reprise da final da Libertadores e ao documentário Invasão Corintiana nesse último fds, fiquei refletindo sobre as diferenças dos nossos times desde 2009... Independentemente do estilo de jogo ou do técnico, os times vencedores apresentaram algumas coisas em comum:
- Concentração e consistência defensiva
- Raça e vontade além do “normal”
- Jogadores decisivos
Em 2009, tínhamos Ronaldo, Jorge Henrique e Elias decidindo diversos jogos. Em 2012, tínhamos Sheik, Danilo, Paulinho, e, depois Guerrero. Em 2017, Jô, Rodriguinho e Jadson...
Foi quando esses jogadores foram vendidos, saíram da melhor forma ou perderam o foco, que as coisas começaram a desandar (2013,2016,2018).
Pegando mais especificamente a Libertadores de 2012, é impressionante a quantidade de jogos decididos em uma jogada, em uma boa finalização, em uma bola parada. Contra Táchira (fora), Cruz Azul, Vasco, Santos... E, claro, impressionante também a quantidade de desarmes e cortes certeiros, e o quanto que os jogadores estavam correndo em campo. Comparando com o time atual, a diferença é gritante!
Hoje, só vejo um jogador no elenco com essa capacidade de decisão: Luan. Se ele está devendo ou não, em questão de desempenho, é outra história, mas é importante lembrar que a melhor atuação dele foi no jogo em que mais precisávamos (contra o Guaraní).
Em resumo, acho que o nosso problema atual vai além do estilo de jogo. Já tivemos times mais ofensivos (2015) e mais defensivos (2017), e, mesmo assim, ganhamos de todo mundo! O que nos falta hoje é jogador capaz de decidir. Esse deveria ser o perfil buscado pela diretoria na hora de contratar.

