Maycon Jhonathan
Com todo respeito ao Ralf, que é ídolo, mas ele deveria já ter sido afastado o ano passado, após o episódio antes do clássico, a verdade é essa, ele já não estava tão comprometido assim com o clube.
em Bate-Papo da Torcida > O verdadeiro motivo da saída de Ralf
Em resposta ao tópico:
Esqueçam a coletiva de ontem.
É claro que Ralf se encaixa no modelo de jogo de Tiago Nunes. Um jogador com suas características se encaixa no estilo de jogo de qualquer treinador do Brasil, ainda que seja utilizado apenas para compôr grupo.
Além do mais, é inevitável não pensar na contradição que é deixar Richard no elenco (esse sim, supostamente adaptado ao modelo de jogo proposto) e abrir mão de Ralf.
Tiago Nunes, no entanto, tem motivo específico para ter preterido nosso ídolo.
O técnico vê Camacho com bons olhos, por já ter trabalhado com ele no Ahtletico-PR. Sendo assim, os volantes titulares, a princípio, serão Camacho e Cantillo.
No entanto, o técnico sabe que Camacho, em passado recente, não apresentou bom futebol quando aqui jogou. E, inteligente que é, sabe que ter Ralf no banco, em razão da grandeza do jogador, representa uma ameaça à ideia de jogo que quer impôr: futebol mais rápido e moderno. O que ele só pode obter dando sequência a Camacho, jogador jovem e com alto potencial.
Imagine a seguinte situação: Camacho não começa o ano bem e Ralf está no banco. É óbvio que a torcida pedirá Ralf, com louvor. Aí teríamos princípio de crise, com torcedores passando a questionar a decisão: 'Ué! Por que Ralf está no banco se Camacho não está jogando nada? Panela? !'. Até mesmo os jogadores passariam a questionar o técnico, no melhor estilo 'igrejinha-motim', como ocorreu no Cruzeiro.
Convenhamos que não seria um bom início de trabalho.
Por via das dúvidas, Nunes decidiu abrir mão do volante. Decisão mais política, do que técnica.
Torçamos para que a decisão do professor esteja correta. E vai Corinthians!
